O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) descartou qualquer mudança no organograma do Estado para a criação de uma secretaria voltada exclusivamente ao agronegócio de larga escala. A decisão frustra os anseios de lideranças do setor produtivo que defendem uma pasta dedicada apenas às commodities. Para Pivetta, a estrutura atual já oferece o suporte necessário, e a criação de uma nova secretaria feriria o princípio de austeridade e eficiência da máquina pública.
A criação de uma “Secretaria de Agricultura” foi uma das sugestões dos produtores ao governador durante a abertura da 7ª Norte Show, em Sinop (480 km de Cuiabá), na terça-feira (21). O argumento do setor é que a grandiosidade da produção mato-grossense exige uma interlocução política e técnica de primeiro escalão, sem divisões com outras áreas econômicas. No entanto, o governador entende que a fragmentação administrativa não é a solução para os desafios do campo.
Atualmente, o atendimento ao setor produtivo está centralizado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). A pasta é composta por seis secretarias adjuntas, além de sete autarquias vinculadas, formando um ecossistema que o governo considera suficiente para gerir desde a fiscalização agropecuária até a logística de exportação.
“Eu não vejo necessidade de aumentar o tamanho do Estado porque não vai resolver o problema do setor nós criarmos uma Secretaria de Agricultura, nós já temos Secretaria de Agricultura Familiar, tem uma Secretaria de Desenvolvimento, não falta estrutura de Estado, isso eu garanto”, afirmou Pivetta, pontuando que a solução passa pela gestão e não pela burocracia.
Dentro da engrenagem da Sedec, o agronegócio possui um espaço específico e técnico: a Secretaria Adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia. É por meio deste braço que o governo articula políticas de financiamento, apoio às cadeias produtivas e integração energética para o campo.
Pivetta argumenta que a eficácia da gestão pública não depende da nomenclatura das pastas, mas do acesso e da capacidade técnica. Ele reforça que os produtores possuem canal direto com o gabinete governamental e que a estrutura de Estado atual é completa. Em sua visão, o foco deve ser manter o Estado enxuto para garantir que os recursos públicos sejam aplicados em infraestrutura e segurança jurídica, e não na manutenção de novos cargos políticos.
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Pivetta mantém setor sob guarda-chuva da Sedec e descarta criação de “Secretaria de Agricultura” pic.twitter.com/bSwCZN5OXD
— Leiagora Portal de Notícias (@leiagorabr) April 24, 2026
Fonte: leiagora





