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Falta de Doadores Preocupa: 242 Pessoas Aguardam Transplante de Rim em Mato Grosso do Sul

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A necessidade do transplante de rim atinge milhares de brasileiros, todos os anos, e apesar dos esforços, especialistas ainda encontram desafios na doação de órgãos. Em Mato Grosso do Sul, mais de 200 pessoas aguardam na fila para ter a chance de uma nova vida. 

Entre aquelas que já passaram pelo procedimento está Izabelly Camacho Leiguez, que há 18 anos vive com um novo rim, após passar meses fazendo sessões de hemodiálise, procedimento indicado para quem está no estágio crônico da doença. Assim como quando nasceu, quem deu a ela a chance de uma nova vida foi a mãe dela. 

“Antes quando eu fazia hemodiálise eu não podia viajar, porque ter o compromisso de você estar na hemodiálise dia sim dia não, daí você já perde a capacidade de viajar, de ir e vir, da minha liberdade. Tem a restrição de líquido, nao pode tomar muito líquido. Depois do transplante eu digo que ganhei uma vida nova, uma chance de viver”. 

A doença renal crônica é a perda lenta, progressiva e irreversível da função dos rins. Em geral, ela pode ser causada pela diabetes e hipertensão. Quando no início, não apresenta sintomas, por isso, acaba sendo silenciosa. Quando em estágios avançados, requer diálise ou transplante. O diagnóstico pode ser feito por exames de sangue e urina. 

“O que é importante hoje, para tratamento da doença renal, é a prevenção. Se você tem algum fato de risco que leva a doença renal crônica, o importante é procurar um médico e correr atrás de exames que possam detectar precocemente essa doença e começar o tratamento para diminuir a progressão da doença e poder viver uma vida mais tranquila”, destacou a médica nefrologista Rafaela Grandinete. 

No Brasil, 10% da população é acometida pela doença. Em Mato Grosso do Sul, 2,1 mil pessoas fazem tratamento de diálise. Desde 2017, 189 transplantes foram registrados no estado. Somente nos últimos dois anos, foram 54 procedimentos.

Atualmente, a fila conta com 242 sul-mato-grossenses à espera de um transplante, mas o número de doadores não passou dos 90 nos últimos anos. 

Fonte: primeirapagina

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