A coordenadora de Vigilância em Saúde de Lucas do Rio Verde, Cláudia Engelman, destacou que o município vive um cenário mais positivo em relação às arboviroses em 2026, principalmente quando comparado ao ano anterior, que registrou aumento significativo de casos de chikungunya.
As arboviroses são doenças transmitidas por insetos, como o mosquito Aedes aegypti, e incluem enfermidades como dengue, zika, chikungunya, febre amarela, oropouche e mayaro. Na região, as ocorrências mais comuns continuam sendo dengue e chikungunya.
De acordo com a coordenadora, neste ano já foram registradas 310 notificações de casos suspeitos de dengue ou chikungunya, sendo 43 confirmações para dengue, 15 ainda em análise e apenas um caso confirmado de chikungunya.
Apesar da redução, Cláudia reforça que o período ainda é considerado de alta transmissão, o que exige atenção contínua da população. “Mesmo com um cenário melhor, é fundamental manter os cuidados e evitar qualquer local que possa servir de criadouro do mosquito”, alertou.
Entre as estratégias adotadas pelo município, além das tradicionais visitas domiciliares realizadas pelos agentes de endemias, está o uso de ovitrampas — dispositivos instalados em pontos estratégicos para monitorar a presença do mosquito.
Atualmente, mais de 311 ovitrampas foram distribuídas, cobrindo 100% da cidade. Os equipamentos permitem identificar áreas de maior risco a partir da quantidade de ovos depositados. Segundo a Vigilância em Saúde, mais de 7 mil ovos já foram recolhidos do ambiente, reduzindo diretamente a proliferação do mosquito.
A partir dos dados coletados, as equipes realizam ações intensificadas nas regiões com maior incidência, promovendo o chamado “intensivão” de combate aos focos.
Com o fim do período chuvoso e início da seca, a tendência é de diminuição nos casos, porém o risco não é eliminado. Locais como bocas de lobo, calhas e objetos que acumulam umidade ainda podem servir como criadouros.
Outro ponto de atenção é a semelhança entre os sintomas das arboviroses e de outras doenças respiratórias comuns nesta época do ano, como influenza, vírus sincicial, rinovírus e adenovírus. Por isso, a orientação é que qualquer pessoa com sintomas como febre, dor no corpo e dor de cabeça procure atendimento médico para diagnóstico correto.
A coordenadora também reforçou os cuidados básicos que devem ser adotados pela população, como eliminar recipientes que acumulam água, manter quintais limpos, descartar corretamente materiais inservíveis, além da limpeza de calhas e verificação de telhados.
A vacinação também é uma aliada importante no combate à dengue. Atualmente, o imunizante está disponível nas unidades de saúde para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Mais de 4 mil doses já foram aplicadas no município. Uma nova vacina, desenvolvida pelo Instituto Butantan, também começou a ser aplicada em profissionais da saúde e deve ser ampliada para toda a população em breve.
Fonte: cenariomt





