A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5), em Sorriso (MT), a terceira fase da Operação Rustius. A ação tem como alvo um agente público indiciado por crimes eleitorais ligados ao financiamento ilícito de campanha durante as eleições municipais de 2024.
Entre as medidas cautelares cumpridas pela PF, destacam-se mandados de busca e apreensão domiciliar, além do bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras. A Justiça Federal determinou ainda o sequestro de bens e valores até o limite de R$ 608 mil.
Radiografia do Esquema: 23 indiciados
Com o encerramento do inquérito policial, 23 pessoas foram formalmente indiciadas pela PF de Sinop. A investigação revelou uma complexa rede de irregularidades que visava burlar a fiscalização da Justiça Eleitoral. Os crimes apontados incluem:
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Caixa 2: 21 pessoas foram indiciadas por omitir ou inserir informações falsas na prestação de contas.
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Crimes Financeiros: Práticas contra o sistema financeiro nacional e contra a economia popular, especificamente relacionadas à concessão irregular de empréstimos.
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Empréstimos Clandestinos: O grupo utilizava créditos ilegais para abastecer o caixa da campanha de forma oculta.
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Triangulação: Uso de interpostas pessoas (“laranjas”) para pulverizar valores e pagar despesas de campanhas de vereadores.
As diligências da Polícia Federal indicam que o esquema era estruturado para realizar pagamentos em espécie a prestadores de serviço, evitando o rastro bancário oficial.
A conclusão da investigação aponta que o volume de recursos não contabilizados foi tão expressivo que alterou de forma significativa o patamar real de recursos empregados na disputa eleitoral em Sorriso, ferindo a paridade de armas entre os candidatos.
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Fonte: cenariomt






