Independentemente do seu sobrenome, se você for humano, pertence também à outra família: a Hominidae. Esse grupo e composto por uma seleta de grandes primatas que, na grande arvore genealógica da evolução, são nossos primos.
Os primeiros animais dessa família, os chamados hominídeos, surgiram entre 15 milhões e 20 milhões de anos atrás. Muitas espécies já foram extintas – algumas que você já deve ter ouvido falar, como o Homo erectus.
Hoje, ainda vivem animais de oito espécies de hominídeos, que são divididos em quatro gêneros: os humanos, no gênero Homo; os chimpanzés e bonobos, no gênero Pan; duas espécies de gorilas, no gênero Gorilla; e três espécies de orangotangos, do gênero Pongo.
A lista está em ordem de proximidade genética com os humanos: somos mais aparentad0s dos bonobos e chimpanzés, com 98,8% do DNA idêntico. Com os gorilas, nossa semelhança é de 98,3%, e, com os orangotangos, 97%.
Falando assim, a diferença entre os números pode até parecer pequena. Na prática, esses numerozinhos são o que separam e diferenciam as espécies em uma série de traços, hábitos e particularidades.
Isso, naturalmente, inclui a anatomia e os comportamentos sexuais. Acompanhe no infográfico abaixo: os humanos têm genitais masculinos e femininos e seios proporcionalmente maiores aos das outras espécies.

Não existe uma resposta única para justificar: esses traços foram acumulados durante milhões de anos de seleção natural. Daí pode se compreender que os traços representam algum tipo de vantagem competitiva – ou, pelo menos, são indiferentes.
Pesquisadores acreditam que o comprimento do pênis humano pode ser relacionado com a otimização da transferência de esperma em contextos de competição sexual – mas estudos (1) também apontam correlações entre pênis maiores com maior atratividade para fêmeas e percepção de agressividade pelos machos.
Fontes gráfico retirado do livro The Cradle of Humanity, de Mark Maslin; artigo (1) “Experimental evidence that penis size, height, and body shape influence assessment of male sexual attractiveness and fighting ability in humans”.
Fonte: abril





