O mercado financeiro brasileiro viveu uma quarta-feira (11) de euforia. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sessão com alta de 2,03%, aos 189.699 pontos, renovando seu recorde histórico de fechamento. Durante o dia, o otimismo foi tão intenso que o índice chegou a superar a marca simbólica dos 190 mil pontos pela primeira vez na história.
No câmbio, o movimento foi de recuo para a moeda americana. O dólar fechou em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,1869. Este é o menor patamar de fechamento para a divisa desde maio de 2024, refletindo uma entrada maciça de capital estrangeiro no país, com investidores globais reforçando posições em ativos brasileiros.
Pesquisa Quaest e o Peso da Política
O grande gatilho para a disparada da bolsa foi a divulgação da pesquisa eleitoral Quaest. Os dados mostraram um estreitamento na disputa entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. A diferença, que era de dez pontos em dezembro, caiu para cinco pontos em fevereiro (43% contra 38%).
Para os analistas de mercado, a redução da vantagem entre os candidatos sinaliza uma maior competitividade eleitoral. Essa percepção alimenta a expectativa de mudanças ou ajustes na condução futura das contas públicas, o que reduz o prêmio de risco e atrai investidores para as ações de grandes estatais e exportadoras.
Commodities e Resultados Corporativos
Além do cenário político, o Ibovespa foi puxado pelo desempenho sólido das “blue chips”:
- Petrobras e Vale: Ambas subiram mais de 3% no dia, beneficiadas pela alta das commodities e fluxo estrangeiro;
- TIM: Registrou alta após anunciar lucro líquido de R$ 1,35 bilhão no 4º trimestre de 2025 (alta de 28%);
- Cenário Externo: O relatório de emprego dos EUA (payroll) veio acima do esperado (130 mil vagas), sinalizando uma economia americana forte, o que sustenta o apetite por risco global.
Resumo dos Indicadores Financeiros
| Ativo | Fechamento | Variação Dia | Acumulado 2026 |
|---|---|---|---|
| Ibovespa | 189.699 pts | +2,03% | +17,73% |
| Dólar | R$ 5,1869 | -0,18% | -5,50% |
Taxa Selic: Apesar do otimismo da bolsa, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, reforçou cautela. A taxa básica de juros permanece em 15% ao ano, com expectativa de corte apenas para a reunião de março.
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Fonte: cenariomt






