Economia

Produção e vendas de veículos têm queda em janeiro, segundo Anfavea

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A indústria automotiva iniciou o ano com retração nos principais indicadores. Dados divulgados nesta sexta-feira (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores mostram queda tanto na produção quanto nas vendas de veículos em janeiro.

A produção totalizou 159,6 mil unidades, volume 12% menor na comparação com janeiro do ano passado e 13,5% inferior ao registrado em dezembro.

As vendas somaram 170,5 mil veículos licenciados, queda de 0,4% em relação ao mesmo mês de 2025 e recuo expressivo de 39% na comparação com dezembro. Segundo a Anfavea, o resultado anual ficou praticamente estável devido à existência de um dia útil a menos no calendário de 2026.

No detalhamento por segmento, os automóveis apresentaram crescimento de 1,4% em base anual, enquanto os comerciais leves avançaram 3%. Já os veículos pesados registraram retração, com queda de 33,9% nas vendas de ônibus e de 31,5% nos emplacamentos de caminhões.

Um dos destaques positivos do mês foi o avanço dos veículos eletrificados. Esses modelos passaram a representar 16,8% do total de vendas, o maior percentual da série histórica. De acordo com a entidade, cerca de 35% dos veículos eletrificados comercializados são produzidos no Brasil.

As exportações também apresentaram desempenho negativo na comparação anual, com queda de 18,3% e total de 25,9 mil unidades embarcadas. O resultado foi influenciado principalmente pela retração da demanda argentina, embora frente a dezembro tenha sido registrado crescimento de 38,3%.

Durante entrevista coletiva, o presidente da Anfavea avaliou como positiva a decisão do governo de não prorrogar a isenção de impostos para a importação de kits de veículos desmontados, encerrada em janeiro. Segundo ele, a medida tende a estimular a produção local, aumentar o nível de industrialização e gerar empregos no país.

Sobre o programa Carro Sustentável, que reduziu o IPI para veículos de entrada fabricados no Brasil com maior eficiência energética, a avaliação é de que não haverá renovação. A Anfavea reconhece o impacto positivo da iniciativa na demanda, mas ressalta que o fim do IPI, previsto com a reforma tributária a partir de 2027, limita a continuidade do programa.

Em relação ao programa Move Brasil, voltado ao crédito para compra de caminhões, a expectativa da entidade é de que os efeitos comecem a ser percebidos nos próximos meses, especialmente a partir de fevereiro e março.

Fonte: cenariomt

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