Cuiabá

Cuiabá se destaca como o único polo de Mato Grosso entre as 100 maiores arrecadações do Brasil

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Cuiabá reafirma seu papel de protagonismo econômico ao figurar como a única cidade de Mato Grosso na lista dos 100 municípios com maior volume de tributos recolhidos no país. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), a capital registrou uma arrecadação de R$ 7,9 bilhões ao longo de 2024, considerando a soma de impostos federais, estaduais e municipais.

O desempenho coloca a cidade na 32ª colocação do ranking nacional, que continua sendo liderado por São Paulo (R$ 581,2 bilhões). A presença solitária de Cuiabá no levantamento ressalta a centralização das atividades de serviços, comércio e administração pública no estado, mesmo em uma região onde o agronegócio impulsiona o PIB de diversas cidades do interior.

Fatores de concentração econômica

Segundo a análise do IBPT, a posição de uma cidade no ranking não depende exclusivamente do tamanho da população, mas da densidade de negócios e da infraestrutura logística. No caso de Cuiabá, o município funciona como um centro estratégico de consumo e prestação de serviços para todo o Centro-Oeste, atraindo investimentos que elevam a base tributária.

O topo da lista brasileira é dominado por capitais e polos industriais específicos, como:

  • São Paulo (SP)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Brasília (DF)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Osasco (SP)

O impacto da Reforma Tributária

O atual cenário de arrecadação, que favorece municípios produtores e polos de serviços, deve passar por uma transformação gradual com a Reforma Tributária. O novo modelo prevê a migração da cobrança do imposto da “origem” (onde o bem é produzido ou o serviço prestado) para o “destino” (onde ocorre o consumo final).

Essa mudança tende a redistribuir os recursos, beneficiando cidades com maior mercado consumidor e grandes contingentes populacionais. Especialistas preveem que o ranking nacional passará por ajustes significativos nos próximos anos, à medida que a nova regra for implementada, o que exigirá dos municípios mato-grossenses novas estratégias de gestão fiscal e atração de investimentos.

Fonte: cenariomt

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