Um contrato de R$ 10,6 milhões para gerir um dos principais equipamentos culturais do estado está no centro de um debate jurídico. O deputado estadual Wilson Santos (PSD) questionou a legalidade do termo de colaboração firmado pelo Governo de Mato Grosso para a administração do Museu de Arte de Mato Grosso (MAMT), em Cuiabá.
Pedido de esclarecimentos na Assembleia
O parlamentar protocolou o Requerimento nº 9/2026 na Assembleia Legislativa, solicitando informações à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). O foco é o acordo firmado com a Associação dos Produtores Culturais de Mato Grosso, no valor total de R$ 10,6 milhões, destinado à gestão do MAMT.
Questionamentos sobre a entidade contratada
Segundo Wilson Santos, reportagens amplamente divulgadas indicam que a entidade contratada possui condenação confirmada em segunda instância por corrupção, assédio moral e improbidade administrativa. As sanções aplicadas incluem a proibição de contratar com o poder público, mesmo sem o trânsito em julgado do processo.
Para o deputado, a situação levanta dúvidas sobre a legalidade e a moralidade administrativa do contrato, especialmente diante do volume de recursos públicos envolvidos e da relevância cultural do MAMT para o estado.
Modelo de contratação em debate
Outro ponto questionado é a substituição do processo licitatório por um termo de colaboração. De acordo com o parlamentar, o valor e o objeto do contrato permaneceram equivalentes aos de um edital anteriormente publicado, mas sem a realização de disputa ampla e competitiva.
Na avaliação do deputado, essa mudança pode comprometer princípios como:
- isonomia entre os interessados;
- transparência administrativa;
- atendimento ao interesse público.
Documentos e fiscalização
Entre as informações solicitadas à Secel estão:
- fundamentos jurídicos e administrativos da contratação;
- pareceres jurídicos que embasaram a decisão;
- cópias das manifestações da Procuradoria-Geral do Estado ou de outros órgãos consultivos;
- eventual consulta prévia a órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público.
O requerimento também cobra detalhes sobre os critérios objetivos de escolha da entidade e os mecanismos de controle e fiscalização do termo de colaboração do MAMT, incluindo a liberação de recursos da Política Nacional Aldir Blanc.
Histórico do processo
Em 2025, o processo de contratação para a gestão do MAMT passou por diversas etapas. Houve o lançamento de um edital em junho, com valor de R$ 10,6 milhões, e a suspensão provisória da assinatura do contrato em setembro, após a confirmação da condenação judicial da entidade vencedora.
Do total previsto, cerca de R$ 3,1 milhões são provenientes da Política Nacional Aldir Blanc, enquanto R$ 7,5 milhões correspondem a recursos próprios da Secel.
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Fonte: cenariomt






