Mato Grosso registrou o resgate de 627 trabalhadores em condições análogas à escravidão ao longo de 2025, o que representa 13,8% de todas as vítimas encontradas no Brasil no último ano. Os dados foram divulgados pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-MT) em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado em 28 de janeiro. As operações ocorreram em sete municípios: Porto Alegre do Norte, Cuiabá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Sorriso, Chapada dos Guimarães e Cláudia.
O caso de maior impacto aconteceu em Porto Alegre do Norte, em agosto, onde 586 operários da construção civil foram resgatados. A situação foi descoberta após um incêndio em um alojamento revelar alojamentos degradantes, jornadas exaustivas e um esquema de servidão por dívida. Os trabalhadores, recrutados principalmente nas regiões Norte e Nordeste, eram atraídos por falsas promessas de altos salários que não condiziam com a realidade da obra.
Além dos resgates, a Auditoria-Fiscal do Trabalho atuou rigorosamente contra fraudes contratuais e manipulações de jornada. Segundo a SRTE-MT, 716 pessoas tiveram seus vínculos empregatícios formalizados após a identificação de irregularidades nos registros. A fiscalização destacou que muitas formas de exploração são “invisíveis”, mascaradas por controles de ponto e pagamentos manipulados, o que exige uma investigação técnica profunda para garantir a dignidade laboral.
Para 2026, a capacidade de fiscalização em Mato Grosso terá um reforço significativo com a chegada de 26 novos auditores fiscais aprovados no Concurso Nacional Unificado. O incremento representa um aumento superior a 50% no efetivo atual. Dos novos servidores, 14 serão lotados em Cuiabá, enquanto as gerências regionais de Rondonópolis e Sinop receberão seis novos profissionais cada, intensificando o combate à exploração em polos estratégicos do estado.
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Fonte: cenariomt






