O descarte irregular de resíduos voltou a chamar atenção em Lucas do Rio Verde, especialmente em regiões periféricas e áreas próximas ao meio ambiente. Nos fundos da Avenida Ângel Dona Alba, atrás dos bairros Jardim Primaveras 2 e 3, moradores e equipes de comunicação registraram a presença de entulhos, restos de móveis, pneus velhos, resíduos de construção civil, folhas, lixo reciclável e até lixo doméstico jogados de forma indevida.
Além do impacto visual e ambiental, o problema representa um sério risco à saúde pública. Pneus e recipientes acumulando água se transformam em criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya, enquanto o acúmulo de lixo favorece a proliferação de ratos, baratas e outros vetores de doenças.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente reforça que o descarte irregular é infração ambiental, prevista no Código Ambiental Municipal, sujeita a autuação e penalidades. Dependendo da gravidade, a prática pode ser enquadrada também como crime ambiental, especialmente quando ocorre em áreas de mata, beiras de rios, córregos e zonas rurais, afetando o solo, as águas subterrâneas e os corpos hídricos.
O município conta com um sistema estruturado de coleta:
Contentor laranja: resíduos úmidos e domésticos
Contentor azul: resíduos recicláveis
Limpeza urbana: recolhimento semanal de móveis e objetos inservíveis, que devem ser colocados em frente às residências
Resíduos não coletados pelo município: pneus e entulho de construção civil são de responsabilidade do gerador, que deve contratar destinação adequada (disque-entulho ou empresa especializada)
Autoridades reforçam que não há justificativa para o descarte irregular, já que a cidade possui coleta organizada, rotas definidas e calendário de recolhimento. Além disso, denúncias podem ser feitas com fotos, vídeos e identificação do infrator.
A legislação estadual prevê multa de R$ 5 mil para quem for flagrado descartando lixo em locais impróprios. Quem fizer denúncia comprovada pode receber 20% do valor da multa, cerca de R$ 1 mil por ocorrência validada.
Mais do que uma questão de limpeza urbana, o problema é tratado como saúde pública, proteção ambiental e responsabilidade coletiva. O poder público reforça campanhas de educação ambiental, mas destaca que a gestão de resíduos é um dever compartilhado entre prefeitura, autarquias e população.
A orientação é clara: cada cidadão deve fazer sua parte, separar corretamente os resíduos, respeitar os dias de coleta, utilizar os contentores adequados e destinar corretamente entulhos e materiais volumosos, contribuindo para uma cidade mais limpa, organizada, saudável e ambientalmente equilibrada.
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Fonte: cenariomt






