O Tribunal do Júri iniciou, na manhã desta quinta-feira (25), o julgamento de Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, réus pelo assassinato de Raquel Cattani, ocorrido em 2024, em, no sítio da vítima na região do Pontal do Marape, Nova Mutum. A sessão é presidida pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski e conta com um Conselho de Sentença formado por sete jurados, sendo dois homens e cinco mulheres, sorteados após a leitura do termo de apregoamento às 8h21.
A acusação é conduzida pelo Ministério Público, representado pelos promotores de Justiça João Marcos de Paula Alves e Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes. A defesa dos réus é realizada pela Defensoria Pública do Estado, com atuação dos defensores Guilherme Ribeiro Rigon (Rodrigo) e Mauro Cezar Duarte Filho (Romero).
O primeiro depoimento do julgamento foi do delegado Guilherme Pompeo, responsável pela investigação do crime. Ele relatou que, no início das diligências, Romero se apresentou espontaneamente, afirmando que havia passado por casas de prostituição na noite do crime. No entanto, imagens de câmeras de segurança indicaram o veículo saindo de Tapurah em direção ao Pontal do Marape, local onde Raquel foi morta.


Segundo o delegado, após as primeiras apurações, Romero deixou de ser o principal suspeito pois apresentou álibi considerado consistente. A investigação, então, passou a se concentrar em provas técnicas e digitais, como vestígios no local do crime, acessos de internet, análise de dados telefônicos e levantamento de possíveis motivações.
A Polícia Civil realizou um trabalho extenso de campo, com entrevistas de cerca de 155 pessoas, entre trabalhadores e moradores da região. Com o avanço das apurações, os investigadores chegaram até Rodrigo Xavier Mengarde, irmão de Romero, que confessou o crime.
De acordo com o depoimento, Rodrigo aguardou a chegada da vítima, arrombou a residência, ficou escondido em um quarto e, ao ser surpreendido por Raquel, desferiu diversos golpes de faca. Após o homicídio, ele teria forjado a cena, revirando apenas o quarto da vítima, deixando uma televisão do lado de fora da casa e fugindo em uma motocicleta.
O delegado destacou ainda as provas técnicas das ERBs (Estações Rádio-Base), que permitiram rastrear o sinal do celular de Rodrigo, comprovando sua presença no local do crime e o trajeto de fuga por diversas cidades da região. Imagens e registros também mostraram o deslocamento em alta velocidade, inclusive com tentativas de dificultar a identificação, como a ocultação da placa da motocicleta.
Segundo Pompeo, a soma da confissão, das provas digitais, do rastreamento telefônico e das imagens de câmeras permitiu a reconstrução completa da dinâmica do crime e da fuga, reforçando a responsabilização de Rodrigo pelo homicídio de Raquel Cattani.
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Fonte: cenariomt






