Mato Grosso Sinop

Polícia Civil prende padrasto por estupro continuado da enteada desde os 9 anos: caso choca a sociedade

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu na segunda-feira (19) um homem de 41 anos, suspeito de cometer estupro de vulnerável de forma contínua contra a própria enteada. Os abusos teriam começado quando a menina tinha apenas nove anos e se prolongado até os atuais 13 anos, sendo revelados apenas agora.

As investigações começaram após a mãe da adolescente registrar um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DEDMCAI) de Sinop. De acordo com o relato, a filha quebrou o silêncio após anos de violência e apontou o padrasto – casado com a mãe há uma década – como autor dos crimes.

Dinâmica dos abusos

Segundo o depoimento da vítima, o suspeito aproveitava os momentos em que a família dormia para se dirigir ao quarto dela durante a madrugada. Lá, ele abaixava suas roupas, praticava atos libidinosos e a observava. Os abusos também ocorriam no momento do banho da adolescente.

A menina revelou que não contou à mãe anteriormente por medo. “O padrasto é muito alto e forte e bate nela e nos irmãos, e não queria apanhar mais”, relataram as autoridades.

Confiança familiar rompida

A mãe informou à polícia que jamais desconfiou do companheiro, com quem tem outros três filhos. A relação era descrita como harmônica, e a vítima – filha de um relacionamento anterior – chamava o suspeito de “pai”.

Ela havia notado mudanças drásticas no comportamento da filha há algum tempo, mas atribuía o distanciamento e a alteração de humor à fase da “pré-adolescência”, sem imaginar que a menina sofria violência sexual dentro de casa.

Prisão preventiva e alerta

Após a escuta especializada da vítima, a delegada Renata Evangelista, titular da DEDMCAI de Sinop, representou pela prisão preventiva do suspeito, medida deferida pela Justiça. O homem foi detido em seu local de trabalho.

Ele responderá pelo crime de estupro de vulnerável, cuja pena prevista varia de 8 a 15 anos de reclusão.

A delegada Renata Evangelista fez um alerta à população: “O abuso sexual infantil muitas vezes acontece no ambiente familiar. Se você suspeita de algum caso, denuncie! O sigilo é garantido”.

Canais de Denúncia:

Disque 100 – Direitos Humanos

181 – Disque Denúncia da Polícia Civil

Fonte: cenariomt

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