O audiovisual mato-grossense ganha novas vozes com o lançamento de produções viabilizadas pelo edital Documentário Temático, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
Através da Lei Paulo Gustavo (LPG), 13 projetos receberam investimentos para registrar a história de mestres da cultura popular e territórios tradicionais, somando um aporte total de R$ 1,95 milhão.
Entre os destaques que chegam às telas em 2026, estão obras que mergulham na ancestralidade africana e na espiritualidade da Baixada Cuiabana, preservando a memória de guardiões de saberes seculares.
1. Terreiro Ancestral de Toty, o Rei do Congo
O filme narra a trajetória de Toty, baluarte da Dança do Congo em Mato Grosso. A obra explora a resistência negra e a religiosidade expressas em Nossa Senhora do Livramento e na comunidade quilombola de Mata Cavalo. Toty é o fundador do “Congo Mirim”, projeto focado em ensinar a tradição às crianças.
- Duração: 25 minutos.
- Estreia: Sábado, 10 de janeiro de 2026.
- Foco: Dança do Congo, resistência e sucessão familiar.
2. Vó Maria
Com direção de Jade Rainho, o documentário acompanha os últimos anos de Maria José da Silva Matos (1939-2024), a Vó Maria. Ela fundou a casa de Umbanda mais antiga da Baixada Cuiabana, o Centro Espírita Pai de Jeremias. O filme assume um tom íntimo e poético, registrando os rituais e a sabedoria oral da Mãe de Santo até sua “passagem” durante a produção.
- Previsão de lançamento: Primeiro semestre de 2026 (circuito de festivais).
- Foco: Umbanda, enfrentamento ao preconceito religioso e afeto.
O Impacto do Edital LPG em Mato Grosso
O investimento de R$ 150 mil por projeto permitiu que cineastas locais registrassem manifestações que, muitas vezes, não possuem documentação oficial. Confira outros títulos contemplados:
| Título do Documentário | Tema Central |
| Flor de Atalaia | Guardiões do Siriri Cuiabano |
| Fé e Identidade | Comunidade de Bocaina |
| Casa Xingu | Culturas indígenas e território |
| Terreiro Ancestral de Toty | Dança do Congo e Quilombo |
Para os diretores e personagens, o fomento vai além do recurso financeiro; trata-se de justiça histórica. Como pontua o mestre Toty, o documentário é a prova de décadas de trabalho dedicado à cultura. Já Jade Rainho destaca que o registro de Vó Maria serve como ferramenta artística para combater a intolerância religiosa através da sensibilidade.
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Fonte: cenariomt






