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Trump apoia plano de tarifa de 500% contra compradores de petróleo russo

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Uma proposta em tramitação no Congresso dos Estados Unidos pode provocar impactos diretos no comércio internacional e pressionar economias emergentes. O presidente norte-americano Donald Trump manifestou apoio a um projeto de lei que autoriza a aplicação de tarifas de até 500% sobre produtos ligados à Rússia e também sobre bens importados de países que mantenham relações comerciais com o setor energético russo.

A informação foi divulgada pelo senador Lindsey Graham, do Partido Republicano da Carolina do Sul, um dos autores do texto. Segundo ele, Trump aprovou o conteúdo da proposta após uma reunião considerada produtiva, realizada nesta semana.

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Projeto mira petróleo, gás e derivados russos

O projeto estabelece que o presidente dos Estados Unidos poderá elevar drasticamente as tarifas de importação sobre petróleo, gás natural, derivados petroquímicos e outros insumos energéticos provenientes da Federação Russa. A alíquota mínima prevista no texto é de 500%, percentual considerado excepcional mesmo em cenários de sanções internacionais.

Além disso, a proposta amplia o alcance das penalidades ao prever a mesma taxação para produtos importados de países terceiros que adquiram esses insumos da Rússia. Na prática, a medida cria um mecanismo de pressão indireta sobre nações que mantêm relações comerciais com Moscou no setor energético.

Objetivo é pressionar aliados e rivais

Em publicação feita na quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, Lindsey Graham afirmou que o projeto oferece a Trump um instrumento para coagir governos estrangeiros a interromperem a compra de petróleo russo, o que, segundo o senador, reduziria o financiamento da ofensiva militar conduzida pelo presidente russo Vladimir Putin contra a Ucrânia.

O parlamentar citou diretamente países como China, Índia e Brasil ao defender a proposta. Para Graham, a imposição de tarifas extremas criaria um forte incentivo econômico para que essas nações busquem alternativas ao petróleo russo.

Possíveis impactos para o Brasil

A eventual aprovação do projeto tende a gerar efeitos relevantes para o Brasil. O país importa derivados de petróleo da Rússia, como o diesel, e também depende de fertilizantes russos, insumos estratégicos para o agronegócio nacional.

Com tarifas elevadas sobre produtos oriundos de países que negociam com Moscou, empresas brasileiras poderiam enfrentar barreiras adicionais no acesso ao mercado norte-americano, além de pressões indiretas sobre custos logísticos e cadeias de suprimentos.

Tramitação e cenário político

O texto ainda está em análise no Congresso dos Estados Unidos. Segundo Lindsey Graham, a expectativa é de uma votação com apoio bipartidário expressivo, possivelmente já na próxima semana. Caso seja aprovado, o projeto concederá ampla margem de decisão ao presidente norte-americano para implementar as tarifas.

Se adotada, a medida deve intensificar tensões comerciais globais e ampliar os efeitos colaterais das sanções relacionadas ao conflito no Leste Europeu, com reflexos diretos sobre países exportadores e importadores de energia.

 

Fonte: cenariomt

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