O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, 3 de janeiro de 2026, que o governo norte-americano passará a exercer controle direto sobre a Venezuela por tempo indeterminado. A declaração ocorre poucas horas depois de uma ofensiva militar conduzida pelos EUA em território venezuelano e da captura do presidente Nicolás Maduro, levado sob custódia para os Estados Unidos.
Segundo Trump, a medida tem caráter provisório e estaria vinculada à reorganização política do país sul-americano. Em conversa com jornalistas na Casa Branca, o presidente afirmou que a presença americana visa garantir estabilidade institucional até que um novo arranjo de poder seja definido. Ele classificou a ação como necessária para assegurar uma transição que, segundo suas palavras, seja “segura, justa e apropriada”.
A captura de Maduro foi confirmada pelo próprio Trump horas antes, por meio de uma publicação na rede social Truth Social. Na postagem, o presidente divulgou uma imagem do líder venezuelano a bordo de um navio militar norte-americano, com destino a Nova York. De acordo com Trump, Maduro será julgado pela Justiça dos Estados Unidos, acusado de envolvimento em atividades de narcotráfico e ações que o governo americano classifica como narcoterrorismo.
A operação militar marca uma escalada inédita na crise venezuelana e gera repercussões imediatas no cenário internacional. Na América do Sul, o episódio reacende preocupações sobre soberania, segurança regional e impactos econômicos, especialmente em países com relações comerciais e energéticas com Caracas. No Brasil, a situação é acompanhada com atenção por autoridades diplomáticas, diante dos reflexos potenciais para fluxos migratórios, comércio e estabilidade política regional, como já observado em outros episódios recentes no cenário internacional que afeta diretamente a América Latina.
Durante o pronunciamento, Trump também deixou claro que a ofensiva possui dimensão econômica estratégica. O presidente destacou o interesse dos Estados Unidos no setor petrolífero venezuelano, afirmando que empresas americanas devem investir bilhões de dólares na recuperação da infraestrutura de produção e refino do país. Segundo ele, a intervenção abriria espaço para a retomada da exploração em larga escala das reservas venezuelanas, consideradas entre as maiores do mundo.
Trump avaliou a operação militar como bem-sucedida e afirmou que as forças armadas norte-americanas permanecem em estado de prontidão. Ele não descartou novas ações caso haja resistência interna ou instabilidade prolongada. “Estamos preparados para avançar novamente, se for necessário”, disse, ao ser questionado sobre a possibilidade de uma segunda ofensiva.
A declaração amplia a tensão diplomática global e deve provocar reações de organismos internacionais, governos latino-americanos e parceiros comerciais da região. Para o Brasil, a crise ocorre em um momento de sensibilidade geopolítica, exigindo equilíbrio entre a defesa do direito internacional, a estabilidade regional e a proteção de interesses econômicos e humanitários.
Até o momento, não houve pronunciamento oficial do governo brasileiro sobre o anúncio de controle temporário da Venezuela pelos Estados Unidos.
adicione Dia de Ajudar às suas fontes preferenciais no Google Notícias
.
Fonte: cenariomt






