O reajuste do aluguel é uma das maiores preocupações de quem mora de aluguel no Brasil. Todos os anos, milhares de contratos são corrigidos com base em índices de inflação, sendo os mais comuns o IGP-M e o IPCA.
Mas afinal, qual índice pesa mais no reajuste do aluguel e qual é mais vantajoso para o consumidor?
Entender a diferença entre eles ajuda o inquilino a se planejar financeiramente e também dá mais clareza na hora de negociar o contrato.
IGP-M ou IPCA: qual índice é usado no reajuste do aluguel?


Tradicionalmente, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) é o mais utilizado nos contratos de aluguel no Brasil. No entanto, após fortes altas registradas nos últimos anos, muitos contratos passaram a adotar o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) como alternativa.
A escolha do índice depende do que está previsto em contrato. Sem cláusula específica, o reajuste não pode ser aplicado automaticamente.
O que é o IGP-M e por que ele costuma pesar mais no bolso?
O IGP-M, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mede a variação de preços em diferentes etapas da economia.
Como o IGP-M é composto
- 60%: preços no atacado (matérias-primas e insumos)
- 30%: preços ao consumidor
- 10%: custos da construção civil
👉 Por considerar o atacado e o dólar, o IGP-M costuma ser mais volátil, podendo subir muito em períodos de crise econômica.
Impacto no aluguel
Quando o IGP-M sobe forte, o reajuste do aluguel também aumenta, mesmo que o custo de vida do consumidor não acompanhe esse ritmo.
O que é o IPCA e por que é visto como mais justo?
O IPCA, calculado pelo IBGE, é o índice oficial da inflação no Brasil e reflete diretamente o custo de vida das famílias.
O que o IPCA mede
- Alimentação
- Energia elétrica
- Transporte
- Saúde
- Educação
- Habitação
👉 Por acompanhar os gastos reais das famílias, o IPCA tende a ter variações mais moderadas.
IGP-M ou IPCA: qual pesa mais no reajuste do aluguel?


Na prática, o IGP-M costuma pesar mais no reajuste do aluguel do que o IPCA.
Comparação direta
- IGP-M: oscila mais e pode gerar aumentos elevados
- IPCA: crescimento mais estável e previsível
Por isso, muitos especialistas consideram o IPCA mais equilibrado para contratos residenciais.
É possível trocar o IGP-M pelo IPCA no contrato de aluguel?
Sim, mas depende de acordo
A troca do índice só pode ser feita com concordância entre inquilino e proprietário. Não há mudança automática por lei.
Desde 2021, com as altas expressivas do IGP-M, renegociações se tornaram comuns, especialmente em contratos residenciais.
O que fazer se o reajuste do aluguel ficar muito alto?
Se o reajuste com base no IGP-M pesar no orçamento, o inquilino pode:
- Negociar a troca do índice para o IPCA
- Pedir um reajuste menor que o índice cheio
- Solicitar a manutenção do valor por mais um período
- Buscar mediação imobiliária ou jurídica
👉 O diálogo é o principal caminho para evitar a rescisão do contrato.
Qual índice é melhor para o inquilino?
Do ponto de vista do consumidor:
- ✅ IPCA costuma ser mais vantajoso
- ⚠️ IGP-M tende a gerar reajustes mais altos
Já para o proprietário, o IGP-M pode oferecer maior proteção contra variações econômicas amplas.
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Fonte: cenariomt






