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Política

Itamaraty acusa governo Trump de distorcer decisões do STF: Entenda a polêmica

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O Itamaraty criticou, nesta quarta-feira, 26, , sobre decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), as quais incluem bloqueios de redes sociais norte-americanas.

Mais cedo, noticiou que, sem citar nominalmente qualquer integrante da Corte, um órgão ligado ao Departamento de Estado criticou a derrubada de plataformas digitais, por parte de autoridades brasileiras. A ordem durou um mês, até que a rede social acatou às ordens do magistrado, mesmo considerando-as abusivas.

“A manifestação do Departamento de Estado distorce o sentido das decisões do Supremo Tribunal Federal, cujos efeitos destinam-se a assegurar a aplicação, no território nacional, da legislação brasileira pertinente, inclusive a exigência da constituição de representantes legais a todas as empresas que atuam no Brasil”, informou a pasta. “A liberdade de expressão, direito fundamental consagrado no sistema jurídico brasileiro, deve ser exercida, no Brasil, em consonância com os demais preceitos legais vigentes, sobretudo os de natureza criminal.”

Ainda de acordo com o Itamaraty, “o governo brasileiro rejeita, com firmeza, qualquer tentativa de politizar decisões judiciais e ressalta a importância do respeito ao princípio republicano da independência dos Poderes, contemplado na Constituição Federal brasileira de 1988”.

A reação do ministério se deu após cobrança de ministros do STF, por uma reação formal do governo brasileiro a respeito do tema.

Integrantes do tribunal entenderam que a postura de empresas ligadas a Trump era um ataque institucional.

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O Presidente Lula (À Esq) E O Ministro Do Stf Alexandre De Moraes (À Dir), Durante Entrega Da Grã-Cruz, No Itamaraty – 21/11/2023 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

“O governo brasileiro recebe, com surpresa, a manifestação veiculada hoje pelo Departamento de Estado norte-americano a respeito de ação judicial movida por empresas privadas daquele país para eximirem-se (sic) do cumprimento de decisões da Suprema Corte brasileira.

O governo brasileiro rejeita, com firmeza, qualquer tentativa de politizar decisões judiciais e ressalta a importância do respeito ao princípio republicano da independência dos Poderes, contemplado na Constituição Federal brasileira de 1988.

A manifestação do Departamento de Estado distorce o sentido das decisões do Supremo Tribunal Federal, cujos efeitos destinam-se a assegurar a aplicação, no território nacional, da legislação brasileira pertinente, inclusive a exigência da constituição de representantes legais a todas as empresas que atuam no Brasil. A liberdade de expressão, direito fundamental consagrado no sistema jurídico brasileiro, deve ser exercida, no Brasil, em consonância com os demais preceitos legais vigentes, sobretudo os de natureza criminal.

O Estado brasileiro e suas instituições republicanas foram alvo de uma orquestração antidemocrática baseada na desinformação em massa, divulgada em mídias sociais. Os fatos envolvendo a tentativa de golpe contra a soberania popular, após as eleições presidenciais de 2022, são objeto de ação em curso no Poder Judiciário brasileiro”.

Fonte: revistaoeste

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