“O desempenho da empresa está horrĂvel e o governo paga literalmente em dia. Estamos pagando corretamente, mas ele [o consĂłrcio] nĂŁo consegue produzir. Tem as dificuldades dele, a gente pode atĂ© entender, mas isso Ă© um problema dele. NĂłs contratamos para ele resolver o problema e nĂŁo para ficar justificando”, afirmou o governador.
As obras do BRT em Cuiabá tiveram inĂcio em janeiro de 2024. No mĂŞs seguinte, os primeiros 100 metros de concreto foram executados na pista destinada ao modal. Entretanto, o perĂodo de chuvas agravou os transtornos na cidade, com alagamentos registrados em vários pontos da avenida do CPA, principal via da capital mato-grossense.
Mendes enfatizou que o governo tem acompanhado de perto a execução do contrato, realizando reuniões frequentes com a equipe tĂ©cnica e com a Procuradoria-Geral do Estado para discutir a situação. Ele ressaltou que qualquer decisĂŁo sobre a rescisĂŁo do contrato precisa ser bem fundamentada para evitar prejuĂzos ao Estado.
“Romper um contrato Ă© um caminho dolorido, porque isso pode demorar muito tempo, entĂŁo evita-se sempre isso. Mas aqui já extrapolou o limite. A expectativa Ă© resolver o problema e, a partir daĂ, estabelecer um novo cronograma. Já deveria estar pronto, mas nĂŁo está”, disse Mendes.
O ConsĂłrcio Construtor BRT Cuiabá Ă© formado pelas empresas Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A., Heleno & Fonseca ConstrutĂ©cnica S.A. e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia Ltda. O grupo enfrenta crĂticas nĂŁo apenas do governo, mas tambĂ©m da população, devido ao impacto das obras no trânsito e aos atrasos no cronograma.
O secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Padeiro, confirmou na terça-feira (28) que o novo modal deve ficar pronto apenas em 2026, devido aos atrasos na execução dos serviços. Ele afirmou que o governo estadual está analisando um novo cronograma apresentado pelo consórcio, mas não divulgou o prazo sugerido pela empresa para conclusão das obras.
Atualmente, as intervenções seguem na avenida do CPA, em Cuiabá, impactando diretamente a fluidez do trânsito. Segundo Padeiro, a situação na cidade Ă© mais crĂtica do que em Várzea Grande, onde ainda há obras a serem realizadas, mas de menor intervenção.
O governo deve seguir com avaliações técnicas antes de decidir pelo rompimento do contrato ou por um novo cronograma de execução.
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Fonte: Olhar Direto





