Cenário Político

Baixinha denuncia falta de metas no Plano Diretor de Cuiabá e destaca crescimento sem resolução do saneamento básico

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2026
A vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) criticou o Plano Diretor de Cuiabá por não estabelecer metas claras de regularização fundiária e expansão do saneamento básico, apontando que a cidade continua crescendo sem resolver problemas estruturais antigos.


Segundo a parlamentar, o principal ponto de preocupação é a ausência de prazos e objetivos concretos no documento, especialmente em relação à regularização de bairros irregulares, condição que, segundo ela, impede o avanço de serviços essenciais como água tratada e rede de esgoto.
“Cuiabá inteira sabe que existem áreas irregulares. O que falta é dizer quando isso será resolvido. Sem prazo, não tem como levar dignidade para a população”, afirmou.
Baixinha defende que a prioridade da gestão deve ser organizar a estrutura já existente antes de expandir a cidade. Para ela, o crescimento urbano sem planejamento agrava problemas históricos e perpetua a falta de infraestrutura básica em diversas regiões.
“Primeiro precisa arrumar a casa. Depois, pensar em crescer. Não adianta expandir se ainda temos bairros há mais de 30 anos sem tratamento de esgoto”, disse.
A vereadora também relacionou diretamente a ausência de saneamento com impactos na saúde pública. De acordo com ela, a falta de regularização fundiária impede a implantação de redes de esgoto, o que contribui para a manutenção de problemas sanitários e ambientais, como o despejo de resíduos em rios da capital.
“Sem regularização, não tem como levar esgoto. E sem esgoto, a população adoece. Isso é básico”, pontuou.
Outro ponto criticado foi a falta de detalhamento sobre ações práticas no Plano Diretor. A parlamentar argumenta que o documento deveria indicar, de forma objetiva, quais bairros serão contemplados, em que prazo e com quais metas.
Além disso, Baixinha questionou a proposta de expansão urbana prevista no plano, citando regiões que devem crescer mesmo sem infraestrutura consolidada. Para ela, essa lógica repete erros de gestões anteriores, que priorizaram obras como asfaltamento sem garantir serviços essenciais.
A vereadora também destacou que, mesmo com iniciativas de revitalização e desenvolvimento urbano, como projetos no centro histórico, o município ainda convive com problemas básicos não resolvidos. “O plano tem pontos positivos, mas deixa de enfrentar o principal, que é garantir o básico para quem já vive na cidade”, afirmou.

 

Fonte: Olhar Direto

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