O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 13, que as medidas de contenção de gastos estão prontas. Seu anúncio, contudo, vai depender da vontade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O chefe da pasta econĂ´mica omitiu o impacto do pacote nas contas pĂşblicas. PorĂ©m, antecipou que o valor Ă© “expressivo”, ao mesmo tempo em que sugeriu a ideia de que o paĂs sentirá efeitos no curto e no mĂ©dio prazo, pelo menos atĂ© 2030.
“Mais importante do que o nĂşmero Ă© o conceito que nĂłs utilizamos para fazer prevalecer a lĂłgica de que as coisas devem, todas elas, na medida do possĂvel, ir sendo incorporadas a essa visĂŁo geral do arcabouço, para que ele seja sustentável no tempo”, disse Haddad.
Conforme o ministro, o que rege principalmente as medidas Ă© a ideia de fazer com que as despesas sigam primeiramente a mesma regra do arcabouço “ou alguma coisa parecida com isso, mas que atenda ao mesmo objetivo”.Â
O limite de despesas do arcabouço fiscal é corrigido anualmente pela inflação mais uma taxa real entre 0,6% e 2,5% (o valor preciso se condiciona à variação das receitas).
Haddad negou-se a comentar o futuro do salário-mĂnimo. Ou seja, se essa polĂtica de indexação acompanhará a regra de correção do arcabouço. Se isso ocorrer, o governo conseguiria uma economia de aproximadamente R$ 11 bilhões entre 2025 e 2026.
O ministro informou que sua equipe ainda discute algumas medidas com Lula. “Mas eu nĂŁo sei se há tempo hábil [para anunciar]. Se o presidente autorizar, anunciamos”.Â
Haddad afirmou que o mais importante, depois da autorização de seu chefe, é dar publicidade aos detalhes do que o governo já vem antecipando publicamente.
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O petista acrescentou que a Fazenda discute com o Ministério da Defesa e os comandantes das Forças Armadas a possibilidade de mudanças nas regras para os militares. “Vamos ver se conseguimos, em tempo hábil, incluir mais algumas medidas no conjunto daquelas que já estão acordadas com os ministérios”.
Fonte: revistaoeste






