A ONG Foro Penal, que monitora a situação dos presos políticos na Venezuela, denunciou na noite de segunda-feira (25) que o chavismo libertou apenas 39 das cerca de 500 pessoas nessa condição que havia prometido colocar em liberdade na semana passada.
“Até o momento, verificamos apenas a libertação de 39 presos políticos desde 18 de maio, quando foi anunciada a suposta libertação de 300 e, posteriormente, de 500 pessoas. Pelo menos no que diz respeito aos presos políticos, isso [libertação de 500 pessoas] não aconteceu”, afirmou Alfredo Romero, presidente da ONG, no X.
Na semana passada, o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, irmão da ditadora interina Delcy Rodríguez, havia anunciado que mais 300 pessoas seriam libertadas, cifra que foi aumentada na sexta-feira (22) para 500 pela própria líder do regime chavista, que alegou que tal medida seria implementada dentro das “próximas horas”. Porém, conforme denunciado pela Foro Penal, tal meta ficou bem longe de ser cumprida.
Entre os libertados nessa nova leva, estão três ex-policiais da extinta Polícia Metropolitana de Caracas, Héctor Rovaín, Erasmo Bolívar e Luis Molina, que estavam detidos há 23 anos e eram os presos políticos há mais tempo encarcerados pelo chavismo, regime que governa a Venezuela desde 1999.
Pressionado pelos Estados Unidos, o regime chavista tem anunciado a soltura de presos políticos desde a captura do então ditador Nicolás Maduro em uma operação militar americana em janeiro e até aprovou uma Lei de Anistia, embora no final de abril Delcy tenha afirmado que ela “chegou ao fim”.
Desde janeiro, o chavismo relatou que anistiou mais de 8,5 mil pessoas, embora a grande maioria delas já estivesse em liberdade condicional. A Foro Penal afirma que ainda há 429 presos políticos na Venezuela.
Fonte: gazetadopovo




