O governo da Venezuela afirmou neste sábado que foi alvo de uma grave agressão militar atribuída aos Estados Unidos, denunciando o episódio à comunidade internacional. Segundo o comunicado oficial, a ação representa uma tentativa de impor uma lógica colonial com o objetivo de controlar recursos estratégicos do país.
De acordo com as autoridades venezuelanas, áreas civis e instalações militares teriam sido atingidas em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O governo classificou a ofensiva como uma violação direta da Carta das Nações Unidas, especialmente dos princípios de soberania, igualdade entre os Estados e proibição do uso da força.
A diplomacia do país informou que levará as denúncias ao Conselho de Segurança da ONU, ao secretário-geral das Nações Unidas, à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos e ao Movimento dos Países Não Alinhados, solicitando condenação formal e responsabilização do governo norte-americano.
O comunicado também destaca que, com base no Artigo 51 da Carta da ONU, a Venezuela se reserva o direito de exercer a legítima defesa para proteger sua população, seu território e sua independência nacional.
Além das medidas diplomáticas, o governo convocou a população e as forças sociais e políticas a se mobilizarem em defesa da soberania. Segundo o texto, as Forças Armadas estão em alerta para garantir a integridade territorial e a manutenção da paz interna.
Soberania e recursos naturais
O governo venezuelano sustenta que o principal objetivo da ofensiva seria o controle do petróleo e de outros minerais estratégicos, como forma de enfraquecer a independência política do país. A nota reforça que a Venezuela mantém uma trajetória histórica de resistência a pressões externas desde sua independência.
O documento afirma ainda que tentativas de impor uma mudança de regime por meio da força não terão êxito e relembra episódios históricos de enfrentamento a potências estrangeiras. A mensagem final destaca a importância da unidade nacional diante do que o governo classifica como agressão imperialista.
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Fonte: cenariomt






