Como garantir a continuidade de um hospital com mais de dois séculos de história? A pergunta norteou o discurso do deputado estadual Carlos Avallone durante sessão plenária, ao defender uma articulação entre o Governo do Estado, a Prefeitura de Cuiabá e a Assembleia Legislativa para assegurar o funcionamento público da Santa Casa.
Articulação política para solução definitiva
Na tribuna, Avallone afirmou ter cobrado do governador uma resposta concreta para o impasse envolvendo a compra do hospital, localizado em Mato Grosso. Segundo o parlamentar, o Executivo sinalizou que avalia novos caminhos para resolver a situação, com abertura ao diálogo institucional.
O deputado lembrou que a Assembleia Legislativa pode contribuir de forma direta, inclusive com a destinação de emendas parlamentares, reforçando a necessidade de manter a Santa Casa sob gestão pública e com atendimento de porta aberta à população.
Papel do município na negociação
Avallone também destacou o interesse da Prefeitura de Cuiabá em participar da construção da solução. Para ele, a aproximação entre o prefeito e o governador pode acelerar um acordo que preserve o hospital como patrimônio da saúde pública.
- Atuação conjunta entre Estado e município;
- Apoio institucional do Parlamento;
- Proposta única no processo de aquisição do imóvel.
Relevância assistencial do hospital
Durante o pronunciamento, o parlamentar citou exemplos recentes de atendimentos de alta complexidade realizados na Santa Casa, incluindo procedimentos cardíacos e oncológicos. O relato reforçou a avaliação de que a unidade mantém padrão elevado de qualidade e atendimento humanizado.
Contexto financeiro e histórico
Com mais de 200 anos de funcionamento, a antiga Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá interrompeu as atividades filantrópicas em 2019, após uma crise financeira que acumulou cerca de R$ 50 milhões em dívidas trabalhistas. Desde então, o prédio histórico passou a ser operado temporariamente pelo Estado como unidade pública de saúde.
O imóvel foi colocado à venda para viabilizar o pagamento dos débitos, e a legislação prevê prioridade de compra para entes públicos. Avallone alertou que propostas isoladas podem elevar o valor do leilão, defendendo uma estratégia integrada para manter a Santa Casa no sistema público.
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Fonte: cenariomt






