A 4ª Vara Cível de Rondonópolis deferiu o processamento do pedido de recuperação judicial da CJ Kist Transportes. Embora a transportadora mantenha sua sede estatutária no município de Iporã do Oeste, em Santa Catarina, a empresa comprovou que o centro vital de suas operações está concentrado no estado de Mato Grosso. No total, a companhia declarou um passivo de R$ 2,3 milhões em dívidas acumuladas.
No pedido apresentado à Justiça, a defesa da empresa atribuiu a grave crise econômico-financeira ao encarecimento sucessivo dos insumos essenciais para a atividade rodoviária, destacando a alta nos preços dos combustíveis, custos de manutenção da frota, aquisição de pneus, peças de reposição e encargos financeiros elevados, somados ao endividamento bancário.
Fator operacional em Mato Grosso e proteção judicial
Conforme demonstrado nos autos do processo, a escolha da comarca mato-grossense para o ajuizamento da ação justifica-se pelo fato de o principal estabelecimento da transportadora estar fixado no estado. É em território mato-grossense que se concentram as operações logísticas efetivas, a maioria dos contratos de transporte firmados, a carteira de principais tomadores de serviços e o núcleo das relações negociais da companhia.
Com a decisão proferida pelo juízo cível, a empresa obtém uma suspensão das ações e execuções de cobrança pelo prazo de até 360 dias, blindando o patrimônio sujeito aos efeitos da recuperação judicial. Além disso, os bens essenciais para a preservação das atividades operacionais — a exemplo da frota de veículos, maquinários e imóveis estratégicos — ficam protegidos contra constrições e alienações forçadas neste momento inicial.
O processo seguirá tramitando regularmente perante a 4ª Vara Cível de Rondonópolis, onde serão adotadas as etapas legais voltadas à negociação com os credores e à reestruturação financeira da transportadora.
Fonte: cenariomt





