Saúde

SRAG em Goiás: 42% dos casos acometem crianças de até 2 anos

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2026

O estado de Goiás decretou situação de emergência em saúde pública diante do avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dados atualizados até este domingo (19) indicam que 42% dos casos registrados atingem crianças de até 2 anos, totalizando 1.139 ocorrências dentro de um universo de 2.671 notificações.

Além dos bebês, outro grupo considerado vulnerável é o de idosos acima de 60 anos, que somam 482 casos, correspondendo a 18% do total.

O cenário preocupa as autoridades de saúde, já que 115 mortes já foram confirmadas no estado. O decreto de emergência, com validade de 180 dias, prevê medidas como a criação de um centro de operações para monitoramento da doença, aquisição emergencial de insumos e contratação de serviços sem necessidade de licitação imediata.

De acordo com o painel epidemiológico, 148 casos estão associados ao vírus Influenza, enquanto outros 1.080 estão ligados a diferentes agentes virais. Há atenção especial para a circulação da variante K da Influenza.

A medida também autoriza a contratação temporária de profissionais para reforçar o atendimento e determina tramitação prioritária de processos administrativos relacionados ao enfrentamento da doença.

No Distrito Federal, a situação segue sob monitoramento. A Secretaria de Saúde informou que a variante K já é predominante na América do Sul, mas destacou que não há evidências de aumento na gravidade dos casos ou perda de eficácia das vacinas. Até o momento, foram registrados 67 casos de SRAG por influenza e um óbito na região.

Em nível nacional, a Fundação Oswaldo Cruz apontou aumento de casos de SRAG em crianças menores de 2 anos em diversas regiões do país. O crescimento das hospitalizações está relacionado principalmente ao vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta especialmente bebês.

Diante do cenário, o Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação contra a influenza, com prioridade para crianças pequenas, idosos e gestantes. A imunização contra a covid-19 também segue recomendada a partir dos seis meses de idade, além de doses de reforço para grupos vulneráveis.

Fonte: cenariomt

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