A ideia de que cervejas escuras são sempre mais fortes, alcoólicas e encorpadas não passa de um mito criado ao longo do tempo pelo próprio mercado cervejeiro. Quem explica é o sommelier Elvio Resende, no quadro Cerveja para Descontrair, que segue uma série dedicada a desmistificar conceitos populares sobre a bebida.
Segundo ele, não existe relação direta entre a cor da cerveja e sua intensidade alcoólica ou de sabor. “Essa associação surgiu lá atrás, quando algumas cervejas escuras importadas chegavam ao Brasil com teor alcoólico mais elevado. Isso acabou criando uma percepção que se manteve entre os consumidores”, explica.
Hoje, com a diversidade de estilos e a grande oferta de rótulos no mercado, essa lógica já não se sustenta. Há cervejas escuras que, inclusive, são mais leves do que muitas pilsen consumidas no dia a dia. Um exemplo citado por Elvio é a Guinness, uma Dry Stout conhecida mundialmente.
“É uma cerveja extremamente leve, sem intensidade de lúpulo e sem carga alcoólica elevada. Mesmo sendo escura, ela é fácil de beber”, destaca o sommelier.
Ele ressalta que o preconceito com cervejas escuras acaba afastando consumidores de estilos equilibrados e versáteis. Entre eles, Elvio cita as American Brown Ales e as Robust Porter, que apresentam intensidade de sabor, mas sem excesso de álcool ou amargor.
“São estilos que equilibram muito bem malte, lúpulo e teor alcoólico. A cor escura não define a força da cerveja. Esse é mais um mito que precisa ser quebrado dentro do universo cervejeiro”, conclui.
A orientação do especialista é simples: experimentar sem preconceito e conhecer os estilos antes de tirar conclusões.
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No episódio do Cerveja para Descontrair, da Centro América FM, o sommelier Élvio Resende explica por que essas cervejas deixaram de ser rejeitadas e hoje viraram um dos grandes atrativos do mercado. Ouça o áudio completo no programa e descubra como identificar uma boa Cocoa Beer.
Fonte: primeirapagina






