Notícias

Sobreviventes de tragédia na rota migratória do Atlântico chegam após 25 dias à deriva em estado de choque e psicose

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026

Após passarem 25 dias no mar e presenciarem a morte de familiares e outros passageiros, os sobreviventes de uma das maiores tragédias recentes da rota migratória do Atlântico chegaram à Mauritânia com sinais de choque pós-traumático e psicose. Apenas 38 das cerca de 190 pessoas que estavam na embarcação sobreviveram à travessia.

O barco havia partido da Gâmbia em direção às Ilhas Canárias, território espanhol localizado na costa africana. Durante a longa viagem, mais de 150 pessoas morreram ou desapareceram, segundo os primeiros relatos prestados pelos sobreviventes às equipes humanitárias. As circunstâncias exatas do acidente e o que provocou tantas mortes não foram detalhados.

Depois de semanas à deriva, os sobreviventes foram encontrados por pescadores e, posteriormente, atendidos pela guarda costeira da Mauritânia. Eles desembarcaram em Nouadhibou, onde receberam assistência do Crescente Vermelho da Mauritânia e de Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Além do sofrimento psicológico, as equipes médicas atenderam pessoas com hipotermia, fraturas e lesões provocadas pelas condições extremas enfrentadas no mar. Alguns sobreviventes haviam perdido familiares durante a travessia. Uma das 38 pessoas resgatadas contou aos profissionais que viu a própria irmã morrer diante dela.

“As pessoas chegaram após passarem semanas no mar, exaustas, traumatizadas e de luto pela perda de familiares e de outros passageiros que não sobreviveram à travessia”, afirmou Fouzia Bara, coordenadora do programa de migrações de MSF. Segundo a organização, a dimensão das mortes também abalou as equipes envolvidas no atendimento.

A rota do Atlântico é utilizada por migrantes e refugiados que tentam alcançar as Ilhas Canárias em viagens que podem ultrapassar 2 mil quilômetros. Para MSF, a tragédia reforça a necessidade de ampliar as operações de busca e salvamento e de criar rotas legais e seguras para pessoas que deixam seus países em busca de proteção e melhores condições de vida.

Fonte: primeirapagina

Sobre o autor

Redação

Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.