Tem sistema ADAS no carro? Veja por que ele está encarecendo o seguro e trazendo dor de cabeça aos motoristas
Sistema ADAS aumenta a segurança, mas pode encarecer o seguro em 60%. Entenda por que a recalibração de sensores custa caro
Ter um carro mais seguro é o desejo de todo motorista, mas a tecnologia que evita acidentes está trazendo um impacto inesperado no bolso. Sistemas de assistência avançada exigem reparos ultraprecisos que podem elevar drasticamente o custo de manutenção e das apólices.
Acompanhe o Garagem360 e descubra se o seu próximo carro será mais caro de manter.
Avanço do ADAS e o impacto na frota global
Os Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (chamados de ADAS), que incluem recursos como frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência em faixa, estão em rápida expansão. Segundo projeções do Highway Loss Data Institute (HLDI), a presença dessas tecnologias na frota mundial deve dobrar até 2028.
Embora esses itens sejam fundamentais para reduzir colisões, a complexidade dos componentes — como câmeras, radares e sensores ultrassônicos, cria um novo desafio financeiro para o proprietário. No Reino Unido, por exemplo, o custo médio dos seguros para veículos equipados com ADAS já sofreu um aumento de cerca de 60%.
Confira também Usar gasolina ou etanol em 2026? Regra dos 70% mudou e você pode estar perdendo dinheiro
Por que manutenção do sistema ADAS é tão cara?
O grande vilão dos custos não é apenas a peça em si, mas a necessidade de recalibração. Diferente de um para-choque comum, qualquer componente do sistema ADAS que seja removido ou sofra um leve impacto precisa ser ajustado com precisão cirúrgica. Vamos entender?
- Precisão milimétrica: Um desalinhamento de apenas 1° em um sensor pode comprometer toda a eficácia da frenagem automática, colocando a segurança em risco.
- Investimento das oficinas: Equipamentos de alta precisão para realizar esses ajustes podem custar até US$ 1 milhão para os estabelecimentos.
- Mão de obra especializada: O custo médio apenas para recalibrar o sistema gira em torno de US$ 500 (aproximadamente R$ 2.500 em conversão direta).
Desafio para as oficinas independentes
Muitas oficinas mecânicas ainda não possuem o software ou o maquinário necessário para lidar com essa tecnologia. Isso força a terceirização do serviço ou o envio do veículo para concessionárias, o que aumenta o tempo de espera pelo reparo e, consequentemente, o valor final da nota fiscal.
Com os carros saindo de fábrica cada vez mais equipados com esses itens de série, o motorista não tem como escapar dessa nova realidade de custos. O aumento no valor dos seguros automotivos é um reflexo direto dessa dificuldade técnica em reparar veículos modernos.
Você prefere pagar mais caro na manutenção e no seguro para ter um carro que freia sozinho ou sente saudade da simplicidade dos modelos antigos? Conte para a gente!
Escrito por
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.
Escrito por
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.
Fonte: garagem360









