Uma força-tarefa integrada entre o Governo de Mato Grosso e a gestão municipal concluiu um importante diagnóstico social para aproximar os serviços essenciais das populações originárias. A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), em parceria com a Prefeitura de Feliz Natal, finalizou nesta sexta-feira (23) uma extensa ação de mapeamento das comunidades indígenas que habitam o território do Baixo Xingu.
De acordo com as informações oficiais divulgadas pela Setasc, a iniciativa mobilizou equipes técnicas de campo entre os dias 19 e 23 de maio. Ao todo, 17 aldeias participaram ativamente das atividades, que tiveram como diretriz principal a ampliação do acesso a políticas públicas e o estreitamento dos canais de diálogo direto com os caciques e lideranças locais.
Equipes técnicas mapeiam demandas de assistência e inclusão no Cadastro Único no Baixo Xingu
Durante os cinco dias de incursão na região Norte do Estado, os visitadores técnicos percorreram as comunidades para fazer o levantamento de demandas prioritárias ligadas à rede de assistência social, atualização e inserção de famílias no Cadastro Único (CadÚnico) e facilitação de acesso a documentos básicos. A ação intersetorial contou com o apoio de analistas da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), do Departamento de Cultura de Feliz Natal, da Equipe Volante e do Departamento de Assuntos Indígenas.
O trabalho de campo visa subsidiar o planejamento de futuras ações de proteção social voltadas especificamente para as famílias indígenas daquela região, que historicamente enfrentam severas barreiras logísticas e geográficas para acessar os programas de transferência de renda e assistência do governo federal e estadual.
Os pilares fundamentais da ação integrada de mapeamento indígena compreendem:
- Território Abrangido: 17 aldeias situadas na calha do Baixo Xingu receberam as equipes de assistência;
- Foco Metodológico: Atualização cadastral no CadÚnico e mapeamento de demandas por segurança alimentar;
- Órgãos Envolvidos: Trabalho conjunto envolvendo Setasc, Prefeitura de Feliz Natal, Empaer e lideranças locais;
- Estratégia Futura: Criação de um banco de dados para nortear investimentos e missões humanitárias permanentes.
Alinhamento institucional busca garantir direitos sociais respeitando as particularidades culturais
A secretária adjunta de Programas e Projetos Especiais da Setasc, Juliane Antunes Maciel, enfatizou que a presença física do Estado no território é fundamental para construir soluções eficientes e customizadas. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e compreender a realidade das famílias é essencial para fortalecer as políticas públicas e ampliar o acesso aos direitos sociais”, declarou a secretária adjunta, pontuando que a iniciativa atende a determinações da chefia do Executivo Estadual para olhar pelas particularidades dos povos originários.
Pelo lado municipal, a secretária de Assistência Social de Feliz Natal, Raquel Queiroz, ressaltou que o levantamento nas comunidades vai agilizar o cronograma de atendimento local, otimizando o envio de equipes e a execução de mutirões de documentação civil e saúde. O diagnóstico final consolidado pela Setasc servirá como base para novas estratégias de proteção social de média e alta complexidade em áreas de floresta e difícil acesso no norte mato-grossense.
| Balanço do Mapeamento Indígena no Baixo Xingu | Detalhamento Técnico e Cronograma (2026) |
|---|---|
| Total de Aldeias Visitadas | 17 comunidades indígenas assistidas |
| Período de Execução da Ação | De 19 a 23 de maio de 2026 |
| Serviços Diagnosticados | Cadastro Único, assistência social e fomento rural |
| Parceria Institucional | Setasc MT e Prefeitura Municipal de Feliz Natal |
O encerramento do mapeamento social no Baixo Xingu representa um avanço logístico importante para incluir centenas de famílias indígenas na rede de proteção oficial do Estado, evidenciando que a superação das distâncias geográficas por meio de parcerias entre estado e município é o único caminho para garantir direitos fundamentais a essas comunidades isoladas, embora a continuidade e a eficácia prática desses programas dependam de repasses financeiros constantes e infraestrutura de transporte na região norte. Você considera que os governos estadual e federal deveriam criar secretarias fixas e bases físicas de atendimento de assistência social dentro dos territórios indígenas de Mato Grosso para evitar o isolamento dessas populações, ou acredita que o envio periódico de mutirões e equipes volantes é suficiente para suprir as demandas sem onerar excessivamente os cofres públicos? Participe do debate e deixe seu comentário abaixo.
Fonte: cenariomt




