A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realiza nesta quinta-feira (16), às 13h30, o webinário “Vigilância das Anomalias Congênitas em Mato Grosso: Integração entre Diagnóstico, Informação e Cuidado”, com transmissão online e inscrições abertas, com foco no fortalecimento da vigilância dessas condições no estado.
O evento, voltado a profissionais da rede hospitalar, maternidades, clínicas pediátricas, Atenção Primária e Vigilância em Saúde, busca integrar ações para garantir diagnóstico oportuno e cuidado qualificado às crianças. A atividade será transmitida pelo canal da Escola de Saúde Pública (ESP) no YouTube e contará com certificação para participantes ao vivo.
De acordo com a SES, as anomalias congênitas são alterações estruturais ou funcionais presentes ao nascimento, com impacto direto no desenvolvimento, na qualidade de vida e na sobrevivência das crianças. A iniciativa pretende ampliar a detecção dos casos e qualificar as informações no sistema de saúde.
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da pasta, Janaina Pauli, o monitoramento dessas condições permite identificar, registrar e analisar os casos, subsidiando decisões em saúde pública. “A implantação e o fortalecimento da vigilância são estratégicos para organizar a linha de cuidado no SUS e garantir acesso adequado aos serviços”, afirmou.
O webinário contará com especialistas como o consultor do Ministério da Saúde, Dr. João Matheus Bremm, e o médico geneticista do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM-UFMT), Dr. Marcial Francis Galera, além de técnicos da própria secretaria. Os participantes vão abordar temas como diagnóstico clínico, regulação de acesso e organização da Rede de Atenção à Saúde.
Dados e cenário em Mato Grosso
Conforme dados apresentados pela secretaria, Mato Grosso registrou, em 2024, 434 casos de anomalias congênitas entre 55.283 nascidos vivos. No mesmo período, dos 500 óbitos fetais contabilizados, 48 estavam associados a essas condições.
As ocorrências concentram-se principalmente em malformações do sistema osteomuscular, seguidas por alterações na face e no pescoço, problemas no sistema geniturinário, cardiopatias congênitas e anomalias cromossômicas.
A SES destaca que o fortalecimento da vigilância e da integração entre diagnóstico, informação e assistência é fundamental para aprimorar o atendimento e garantir acompanhamento adequado às crianças e suas famílias.
Fonte: cenariomt





