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Seduc em MT inicia Ano Letivo 2026 com ênfase na Prevenção da Evasão Escolar

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A Secretaria de Estado de Educação deu início ao ano letivo de 2026 com uma estratégia central voltada a reduzir o abandono escolar e garantir que os alunos permaneçam na escola até o fim da trajetória educacional. As aulas começaram nesta segunda-feira, com foco direto na aplicação da Política Pública de Acesso e Permanência, considerada prioridade pela gestão estadual.

A iniciativa é coordenada pela Seduc-MT e envolve ações preventivas articuladas entre escolas, órgãos de proteção e equipes sociais. O objetivo declarado é enfrentar a evasão escolar antes que ela se consolide, atuando sobre faltas recorrentes, desmotivação e barreiras sociais que afastam estudantes da sala de aula em Mato Grosso.

Uma das principais frentes de atuação é a integração entre a Ficha Ficai e a Busca Ativa Escolar. A Ficai funciona como instrumento formal de registro da infrequência, acionando automaticamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público quando o aluno deixa de frequentar a escola. Já a Busca Ativa, desenvolvida com apoio do Unicef, atua diretamente nas comunidades para identificar os motivos reais do afastamento, como vulnerabilidade econômica, problemas familiares ou necessidade de trabalho precoce.

Segundo a secretaria, essa atuação conjunta permite ir além do diagnóstico burocrático e avançar para soluções práticas. De acordo com o secretário de Educação, Alan Porto, a complementaridade entre os dois mecanismos é essencial para transformar dados em retorno efetivo dos estudantes às salas de aula, fortalecendo o direito à educação e a equidade no acesso.

Outro eixo considerado estratégico pela Seduc é o fortalecimento dos grêmios estudantis. A gestão avalia que a participação ativa dos estudantes na vida escolar amplia o sentimento de pertencimento e favorece a identificação precoce de sinais de evasão. Projetos culturais, esportivos, acadêmicos e ações de acolhimento têm sido usados como ferramentas de aproximação entre alunos, professores e gestores.

Estrutura escolar e indicadores educacionais

A secretaria também destaca investimentos na estrutura das escolas públicas estaduais como fator de retenção. Entre os recursos citados estão o uso de tecnologias em sala de aula, distribuição de Chromebooks, instalação de Smart TVs, materiais pedagógicos equivalentes aos da rede privada, ambientes climatizados, alimentação escolar e programas de intercâmbio e premiação acadêmica.

Dados oficiais do Censo Escolar 2024, consolidados pelo Inep, indicam melhora nos indicadores educacionais do estado, embora o abandono ainda represente desafio. No 9º ano do ensino fundamental, a menor taxa registrada foi em Cocalinho, com 1,1%, enquanto Nova Brasilândia apresentou o maior índice, de 2,8%. No ensino médio, a taxa de abandono foi de 2,5% em 2024.

Levantamento do IBGE, por meio da PNAD 2024, aponta que fatores sociais, econômicos, familiares e de saúde seguem entre as principais causas do abandono escolar no país. Problemas de saúde, viagens sem comunicação à escola e inserção precoce no mercado de trabalho estão entre os motivos mais recorrentes identificados.

De acordo com Alan Porto, as ações preventivas já refletem em avanços no desempenho da rede estadual. O estado saiu da 22ª posição em 2019 para o 8º lugar nacional no ensino médio em 2023/2024 e alcançou nota 4,4 no Ideb 2023, divulgado em 2024.

Para 2026, a Seduc iniciou o ano letivo com 311.762 matrículas ativas, com previsão de chegar a 317.000 até março. As informações são da própria Secretaria de Estado de Educação, com base em dados oficiais do Inep e do IBGE.

Fonte: cenariomt

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