O Ministério da Saúde publicou nesta terça-feira (3) um edital que autoriza a abertura de 3 mil vagas de residência médica em todo o Brasil. Com a medida, o governo federal passa a financiar mais de 60% dos médicos residentes em atividade no país, totalizando cerca de 35 mil profissionais. O investimento anunciado para a iniciativa é de R$ 3 bilhões.
De acordo com a pasta, as bolsas custeadas pelo governo federal serão direcionadas a áreas consideradas prioritárias dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é ampliar tanto a quantidade quanto a melhor distribuição de médicos especialistas, especialmente em regiões com maior demanda por atendimento.
A política faz parte do programa Agora Tem Especialistas e resultou, em parceria com o Ministério da Educação, na criação de 806 novos programas de residência médica. A iniciativa busca fortalecer a formação de especialistas e ampliar a capacidade de atendimento da rede pública.
Dados oficiais apontam crescimento expressivo em áreas estratégicas. No último ano, as vagas em cirurgia oncológica e neurologia pediátrica aumentaram cerca de 15%. Em oftalmologia, a alta foi de 14%, enquanto a radioterapia registrou crescimento de 10%.
Especialistas
Além da residência, o Ministério da Saúde lançou um segundo edital para a seleção de 900 médicos especialistas em 16 áreas prioritárias, entre elas anestesiologia, cirurgia geral, radiologia, mastologia, ginecologia e oncologia clínica. Esses profissionais atuarão principalmente em regiões remotas, com alta demanda e maior vulnerabilidade social.
Atualmente, 583 especialistas participam do programa em todas as regiões do país. Com o novo edital, a expectativa é alcançar cerca de 1.500 profissionais. A maioria está lotada no interior (48,7%) e em regiões metropolitanas (34%).
Durante coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que as ações integram um conjunto de políticas estruturantes para a formação profissional em saúde, desenvolvidas em parceria com o Ministério da Educação. Segundo ele, o fortalecimento da residência médica e da formação especializada é essencial para garantir a qualidade do SUS.
Padilha destacou ainda que a qualificação contínua dos profissionais e a participação ativa das instituições formadoras são fundamentais para a consolidação de um sistema de saúde público eficiente e capaz de atender às necessidades da população.
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Fonte: cenariomt






