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Sargento da Marinha é liberado após ser detido por agressão em Cuiabá: entenda o caso

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Um sargento da Marinha do Brasil, de 37 anos, foi colocado em liberdade nesta sexta-feira (2), em Cuiabá, após passar por audiência de custódia. Ele é investigado por agredir a ex-esposa, de 38 anos, durante uma discussão ocorrida na capital de Mato Grosso. Como medida cautelar, a Justiça determinou o uso de tornozeleira eletrônica.

A decisão foi tomada após a análise do caso pelo Judiciário. Logo após a audiência, o militar foi encaminhado à Capitania Fluvial de Cuiabá, conforme os procedimentos internos da corporação.

De acordo com informações da Polícia Civil, a mulher relatou ter sido alvo de agressões físicas, incluindo socos, chutes, puxões de cabelo e mordidas. O episódio teria ocorrido durante um encontro entre os dois para tratar de um assunto familiar, que acabou evoluindo para confronto físico.

Em depoimento, o sargento apresentou à polícia um vídeo no qual a ex-companheira aparece utilizando um pedaço de madeira para atingi-lo após o aumento da tensão na conversa. Ele não negou que houve agressões, mas afirmou que a violência teria sido recíproca.

O delegado responsável pelo caso, Marcos Cezar Lyra, explicou que não pediu a prisão preventiva do investigado. Segundo ele, a decisão levou em conta a ausência de antecedentes por comportamento violento ou envolvimento em ilícitos por parte do militar.

Entenda como a discussão começou

Conforme apurado pela polícia, o desentendimento teve início durante uma conversa sobre a emissão de uma autorização de viagem para os dois filhos menores do ex-casal. A mulher teria ido até a residência do ex-marido para buscar o documento necessário para viajar com as crianças.

A intenção, segundo o relato, era seguir para São Paulo, onde encontraria o atual companheiro. Diante da recusa do sargento em fornecer a autorização, a discussão se intensificou e acabou resultando em agressões de ambos os lados.

Durante o episódio, o militar também é suspeito de ter danificado móveis da residência. Os danos materiais foram registrados no boletim de ocorrência e fazem parte do inquérito em andamento.

Em nota oficial, a Marinha do Brasil informou que está colaborando com as investigações conduzidas pela Polícia Civil. A instituição destacou que não compactua com condutas que atentem contra a honra e os valores militares, reiterando repúdio a qualquer forma de violência.

O caso segue em apuração, e novas oitivas devem ser realizadas para esclarecer a dinâmica completa dos fatos. A Polícia Civil avalia os elementos já reunidos e deve definir os próximos passos da investigação nos próximos dias.

Fonte: cenariomt

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