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Robôs submarinos: impressão de estruturas no fundo do mar

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2026

Robôs capazes de construir estruturas no fundo do mar estão no centro de um novo projeto dos Estados Unidos. A iniciativa prevê máquinas submersíveis que retiram sedimentos do leito oceânico, preparam uma mistura de concreto e imprimem paredes, arcos, lajes e pilares diretamente no local da obra.

O programa é conduzido pela DARPA e amplia os resultados obtidos em uma iniciativa anterior, que demonstrou a impressão submersa de arcos com sedimentos marinhos e água salgada. A nova etapa busca levar essa tecnologia para condições mais próximas de uma operação real.

Construção diretamente no fundo do mar

A proposta é reduzir a necessidade de transportar grandes volumes de materiais preparados em terra. Em vez disso, os robôs deverão aproveitar recursos encontrados no próprio ambiente submarino.

O projeto prevê misturas com até 20% de ligante externo. O restante do material seria obtido localmente, a partir de sedimentos disponíveis no fundo do mar. Testes anteriores indicaram que formulações desse tipo podem formar estruturas capazes de se sustentar debaixo d’água.

Na nova fase, um dos protótipos deverá funcionar totalmente submerso em profundidades superiores a 5 metros e inferiores a 100 metros. A meta é demonstrar a impressão de diferentes tipos de elementos usados na construção.

Robôs terão de adaptar o concreto

Um dos principais desafios está na variedade dos sedimentos encontrados no oceano. Um local pode ter areia, enquanto outro pode apresentar materiais finos com características semelhantes às da argila. Essa diferença pode alterar o comportamento da mistura e dificultar a impressão.

Para enfrentar o problema, o projeto prevê sensores capazes de acompanhar características como viscosidade, fluxo e temperatura. Os dados poderão ajudar os robôs a ajustar o material antes e durante a construção.

Outra frente pretende reunir informações sobre diferentes tipos de sedimentos. A partir dessa base, um sistema de inteligência artificial poderá indicar a composição mais adequada para cada ambiente, tornando a impressão subaquática mais adaptável.

Aplicações incluem portos e estruturas offshore

A visão do projeto vai além de uma impressora instalada em uma embarcação. A DARPA pretende desenvolver um sistema autônomo que faça o processo completo, desde a coleta do sedimento até a impressão da estrutura no próprio ambiente submarino.

Entre as possíveis aplicações estão:

  • reparos emergenciais em portos;
  • construção de paredões marítimos;
  • proteção de instalações submarinas;
  • estruturas para plataformas offshore;
  • sistemas de ancoragem;
  • obras de proteção costeira;
  • infraestrutura para hidrelétricas;
  • estruturas destinadas a centros de dados submersos.

Tecnologia ainda está em desenvolvimento

Apesar do potencial, os robôs submarinos ainda estão em fase de desenvolvimento. A proposta é transformar testes controlados em um sistema capaz de operar em ambientes com diferentes materiais, profundidades e condições de construção.

O programa Hoboken foi divulgado pela DARPA em 5 de agosto de 2026. As propostas de empresas interessadas estão previstas para ser recebidas entre 26 de agosto e 23 de setembro, conforme o cronograma apresentado pela agência.

Fonte: cenariomt

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