Após ficar fechado por 1 mês e 5 dias, o Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (Misc) reabre ao público nesta terça-feira (14), a partir das 14h. O espaço havia sido interditado no dia 9 de março, sem previsão de reabertura, após desabamentos registrados na antiga Gráfica Pepe, ao lado do museu.
Desabamentos em casarão
No dia 11 de março, a Justiça de Mato Grosso determinou que a Prefeitura de Cuiabá realizasse intervenções emergenciais em até 24 horas no prédio da antiga Gráfica Pepe, após o registro de um desabamento parcial da estrutura.
Segundo a decisão, parte da estrutura do imóvel histórico desabou no dia 9 de março, agravando os riscos à segurança de pedestres e de prédios vizinhos. O magistrado destacou que o problema deixou de ser apenas uma discussão sobre responsabilidade pela preservação do patrimônio e passou a representar uma situação emergencial de risco à população.
Ainda conforme o documento, o estado de abandono do imóvel e a ausência de intervenções ao longo dos anos contribuíram para o agravamento da deterioração da estrutura, fazendo com que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), determinasse a interdição.
Já no dia 21 de março, a prefeitura municipal iniciou um trabalho preventivo para preservação da fachada da Gráfica Pepe, o que possibilitou a reabertura do Museu da Imagem e do Som.
O Museu
O atual Museu da Imagem e do Som de Cuiabá – Lázaro Papazian-Chau ocupa um casarão erguido no século XVIII, um dos poucos que ainda preservam características originais como os dois pavimentos de madeira e a estrutura em formato de “U”, elementos pensados para enfrentar o calor característico da região.
As paredes feitas de adobe, grossas, não são apenas uma solução técnica, mas carregam também saberes e técnicas de ancestrais africanos.
No período colonial, o prédio concentrava uma das funções mais estratégicas da cidade: a cobrança de impostos. Um dos moradores emblemáticos e também responsável pela cobrança foi Alferes Joaquim Moura.
O espaço também abrigou militares e outras autoridades, além de passar pela gestão de famílias italianas, como a Família Verlangieri, que em 1875 chega a Cuiabá e transformou o ‘Sobrado de Alferes’, como também era conhecido o casarão, no formato arquitetônico que conhecemos hoje.
A partir dos anos 2000, o prédio passou por abandono, chegou a ser ocupado por pessoas em situação de rua e só a partir da década de 90 é adquirido pela prefeitura e passa por um processo de revitalização em 2006.
Fonte: primeirapagina





