Mato Grosso registrou queda nos casos notificados de HIV e aids entre 2024 e 2025, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os registros de HIV caíram de 1.173 para 956 (81%), enquanto os diagnósticos de aids tiveram redução de 9% no período, saindo de 525 para 475 casos.
Já na reta final deste ano, o estado registra números baixos de casos da doença, com 78 casos de HIV e 24 de aids, segundo dados levantados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) ao Primeira Página.
Com relação aos casos de HIV, Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis e Primavera do Leste lideraram nos últimos três anos. Já nos casos de aids, a lista é liderada por Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Sorriso.
O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde também aponta queda nas mortes por aids em Mato Grosso. Em 2023, o estado registrou 213 óbitos pela doença, enquanto, em 2024, o número caiu para 199, uma redução de aproximadamente 6%.
Ao Primeira Página, o Ministério da Saúde informou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) certificou a eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública no Brasil no ano passado, sendo o único país continental a alcançar esse marco.
“Isso significa que interrompeu, de forma sustentada, a infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação. Essa conquista é resultado do acesso gratuito e ampliado às terapias antirretrovirais e a estratégias modernas, seguras e eficazes de prevenção”, disse.
Cenário nacional
O número de mortes por HIV/aids também ficou abaixo de dez mil, segundo o Ministério da Saúde. A mortalidade caiu 13%, com 9,1 mil mortes registradas em 2024 (considerando o total de casos entre todas as idades). Os casos de aids também recuaram no período, passando de 37,5 mil em 2023 para 36,9 mil em 2024, uma redução de 1,5%.
Tratamento
O tratamento do HIV é feito com medicamentos antirretrovirais, que impedem a multiplicação do vírus no organismo e ajudam a preservar o sistema imunológico. Segundo o Ministério da Saúde, o uso regular dos medicamentos contribui para aumentar a expectativa e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV, além de reduzir internações e infecções oportunistas.
No Brasil, o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 1996. O Ministério da Saúde disponibiliza medicamentos antirretrovirais para todas as pessoas que vivem com HIV e precisam de tratamento. Atualmente, são 20 medicamentos em 29 apresentações farmacêuticas, conforme a relação publicada pela pasta.
Além dos medicamentos, o cuidado inclui acompanhamento nos serviços de saúde e orientações para manter a adesão ao tratamento. A prevenção combinada também reúne estratégias como distribuição gratuita de preservativos e gel lubrificante, profilaxia pré-exposição (PrEP) e profilaxia pós-exposição (PEP). O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são importantes para iniciar o tratamento e prevenir a evolução da infecção para a aids.
Fonte: primeirapagina





