Economia

Protestos de entregadores do iFood contra novo modelo de trabalho: entenda a situação

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Entregadores se reuniram na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, para protestar contra o novo sistema +Entregas, lançado pelo iFood. O modelo exige que o profissional agende horários e atue em regiões específicas, o que, segundo eles, reduz a autonomia e pode diminuir a remuneração.

Os manifestantes afirmam que a mudança engessa a rotina, gera conflitos entre trabalhadores e cria distorções no mapa de entregas. Eles também denunciam que a taxa mínima, atualmente em R$ 7, pode cair para R$ 3,30, enquanto custos como combustível e manutenção seguem em alta.

O iFood afirma que, no +Entregas, o entregador reserva um período de três horas, recebe pagamento fixo por hora e adicional por entrega concluída, com limite de duas rejeições ou cancelamentos por período. A plataforma argumenta que o modelo aumenta previsibilidade, otimiza rotas e gera ganhos superiores à média.

Relações de trabalho

Durante o ato, também houve críticas ao antigo formato de operador logístico e à atual transição para o modelo de franquia de serviços logísticos. No sistema anterior, os entregadores eram vinculados a terceirizadas que controlavam pagamentos e rotinas, mantendo o trabalho por meio de contratos como MEI. No formato independente, chamado de “nuvem”, o profissional define seus próprios horários, regiões e pedidos.

Manifestantes afirmam que, no passado, houve pressão para aderir ao operador logístico, dificultando o trabalho autônomo. A plataforma nega e diz que não opera mais nesse modelo, adotando agora a franqueadora EntreGô, que exige abertura de CNPJ e vínculo como MEI.

Entregadores relatam que, ao trabalharem de forma independente, recebem menos pedidos e rotas mais longas, o que classificam como uma tentativa de direcionar profissionais às modalidades controladas. Também citam precarização e falta de assistência em casos de problemas de saúde.

Nota

Em nota, o iFood afirma respeitar o direito à manifestação e defende o +Entregas como alternativa para quem deseja remuneração por período trabalhado. A empresa diz que a comparação de ganhos deve considerar os períodos agendados, que a implementação ocorre de forma gradual e que a adesão é opcional. O iFood diz monitorar resultados para manter o modelo competitivo e eficiente, além de seguir ouvindo sugestões dos trabalhadores.

Fonte: cenariomt

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