Chapada dos Guimarães

Proposta de túnel no Portão do Inferno une tradição em obras e empresa em recuperação judicial

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2026
A única proposta apresentada para construir o túnel do Portão do Inferno colocou a Sinfra diante de um consórcio que reúne experiência técnica na execução e nos projetos de obras subterrâneas, mas com pontos sensíveis no histórico de cada uma das empresas: O grupo TB-ETEL é formado pela Toniolo, Busnello, que até 2024 ainda se apresentava publicamente como empresa em recuperação judicial, e pela ETEL Estudos Técnicos, consultoria de engenharia que já sofreu sanções do DNIT, depois encerradas.

O consórcio foi o único participante da licitação aberta para contratar, em regime integrado, a elaboração dos projetos e a execução da obra do túnel na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, na região do Portão do Inferno. Agora, a documentação está sob análise da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra).
A Toniolo, Busnello é a parte do grupo que entrega bagagem pesada em execução. A empresa se apresenta como especialista em túneis, terraplenagem e pavimentação e informa ter atuação em centenas de quilômetros de obras subterrâneas. O ponto de atenção está na situação financeira: a recuperação judicial foi deferida em 2019, e o que a apuração permite afirmar com segurança é que, até 2024, a própria companhia ainda se identificava publicamente como empresa em recuperação judicial.
Já a ETEL entra no consórcio com perfil mais voltado à engenharia consultiva, com atuação em projetos, supervisão e gerenciamento de obras de infraestrutura. No histórico administrativo, porém, a empresa já foi alvo de multas e impedimentos temporários aplicados pelo DNIT. As sanções foram encerradas, o que impede tratá-la hoje como empresa punida de forma ativa, mas mantém o tema no radar da análise.

 

Fonte: Olhar Direto

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