Via @camaradeputados | O Projeto de Lei 4830/24 inclui na Lei Maria da Penha a violĂŞncia processual como uma das formas de violĂŞncia domĂ©stica e familiar contra a mulher. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.Â
O texto define violĂŞncia processual como qualquer conduta abusiva ou de má-fĂ© praticada no âmbito de processos judiciais, com o intuito de prolongar, dificultar ou manipular o curso do processo, mediante distorção da verdade, incidentes infundados, resistĂŞncia injustificada, recursos protelatĂłrios ou outros meios que causem desgaste psicolĂłgico, moral e financeiro Ă mulher, com o objetivo de revitimizá-la ou limitar seu acesso Ă justiça.Â
Pela proposta, constatada a prática de violĂŞncia processual contra a mulher, o juiz, de ofĂcio ou a requerimento, determinará ao agressor o pagamento de multa entre 1% e 10% do valor atualizado da causa; a indenização Ă vĂtima pelos prejuĂzos sofridos; bem como o pagamento dos honorários advocatĂcios e das despesas processuais decorrentes de sua conduta.
Estratégia de agressores
“O uso do sistema judicial como ferramenta de opressĂŁo Ă© uma estratĂ©gia que muitos agressores adotam para manter contato forçado com a vĂtima, prolongando o controle que exercem sobre sua vida”, afirma o autor da proposta, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ).Â
“Por exemplo, disputas judiciais repetitivas, recursos infundados e protelatĂłrios, ou atĂ© mesmo a apresentação de incidentes manifestamente infundados, sĂŁo ações que obrigam a vĂtima a permanecer vinculada ao agressor e ao processo, mesmo apĂłs a ruptura da relação abusiva”, acrescenta.Â
“Essas práticas nĂŁo apenas prolongam o trauma psicolĂłgico, mas tambĂ©m geram um ambiente de constante tensĂŁo e insegurança, comprometendo o bem-estar e a dignidade da mulher”, ressalta ainda.Â
PrĂłximos passos
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, tem que ser aprovada pela Câmara e pelo Senado Federal.
Aureo Ribeiro: agressores usam o sistema judicial para manter contato forçado com a vĂtima
Reportagem – Lara Haje
Editando – Marcia Becker
Fonte:Â @camaradeputados







