A paciência de quem mora nos bairros em obras em Sinop acabou — e a cobrança finalmente chegou à mesa da diretoria.
Em uma reunião tensa nesta terça-feira (6), a gestão municipal enquadrou os representantes da CTA Empreendimentos e cravou um prazo sumário de 15 dias para que a empresa corrija os estragos, feche buracos e garanta a circulação de moradores, ambulâncias e lixeiras nas áreas tomadas pela poeira e pelo lamaçal.
A cobrança ocorre no momento mais crítico do ano. Com a proximidade das chuvas fortes no Norte do estado, bairros onde a terraplanagem e as escavações foram abandonadas pela metade viraram verdadeiros atoleiros. Moradores dos bairros Planalto, Águas Claras e Adalgisa acumulam prejuízos e dificuldades diárias até para sair de casa.
Proibição de novas frentes e socorro emergencial
O contrato de R$ 38,2 milhões — que promete cobrir 13 pontos da cidade com mais de 15 quilômetros de asfalto — virou dor de cabeça pela falta de ritmo da empreiteira. Diante do desgaste, foram impostas ordens diretas e sem rodeios para os próximos 15 dias:
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Chega de rasgar rua sem terminar: A empreiteira está proibida de abrir qualquer nova frente de obra antes de concluir, aterrar e asfaltar os trechos que já estão abertos;
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Fechamento de valas e nivelamento: No Águas Claras, a empresa terá que fechar as valas abertas e concluir a tubulação imediatamente. No Planalto, é exigido o escoamento da água represada no meio-fio e o nivelamento das tampas de bueiro que hoje travam os carros;
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Asfalto no Planalto: A promessa cobrada para a próxima semana é o início da aplicação do asfalto (TSD) nos trechos onde a drenagem já foi concluída;
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Pena de sanção: A fiscalização será diária e o descumprimento das medidas emergenciais abrirá espaço para penalidades contratuais contra a empresa.
A comunidade exige que a promessa de asfalto no papel não continue custando a mobilidade e o respeito no dia a dia dos bairros.
Fonte: cenariomt





