O prazo da 1º etapa da vacinação contra a brucelose em Mato Grosso do Sul termina nesta terça-feira (30), e ainda há cerca de 120 mil fêmeas bovinas e bubalinas sem vacinação ou registro no sistema oficial. Dados da Agência Estadual de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) apontam que, até 26 de junho, aproximadamente 93% do rebanho, o equivalente a 1,8 milhão de animais, já havia sido imunizado, de um total de 1,92 milhão existente no estado.
A vacinação contra a doença é obrigatória para fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses, conforme regras da Iagro. A imunização deve ser realizada por médico veterinário cadastrado e registrada no sistema e-Saniagro dentro do prazo da campanha.
Etapas e prazos
A campanha ocorre em duas etapas ao longo do ano:
- 1ª etapa: de 1º de janeiro a 30 de junho;
- 2ª etapa: de 1º de julho a 31 de dezembro.
Os produtores rurais devem informar o atestado de vacinação ao órgão oficial até o último dia de cada etapa. A Iagro destaca que os prazos permanecem inalterados em Mato Grosso do Sul, conforme a Portaria nº 3.617, de 2019, que organiza a execução do programa no Estado.
Alerta ao produtor
Com o fim da primeira etapa, a Iagro alerta que os produtores que ainda não vacinaram ou não registraram os animais devem regularizar a situação dentro do prazo para evitar pendências sanitárias.
A agência reforça que o não cumprimento das regras pode gerar problemas no controle sanitário e também impactar a regularização da propriedade.
Doença e riscos
A brucelose é uma doença infectocontagiosa causada por bactérias e classificada como zoonose, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos, principalmente pelo consumo de leite ou carne contaminados.
Nos animais, a doença afeta principalmente o sistema reprodutivo, causando abortos, má formação dos fetos e nascimento prematuro, o que gera prejuízos diretos à produção pecuária.
Programa de controle
A vacinação faz parte do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), que estabelece medidas de vigilância, prevenção e controle dessas doenças em todo o país.
O objetivo é reduzir a incidência, proteger a saúde dos animais e da população, além de garantir a qualidade dos produtos de origem animal e fortalecer a competitividade da pecuária brasileira no mercado.
Em Mato Grosso do Sul, o programa está estruturado por legislação estadual específica e segue normas próprias, sem alterações nos prazos estabelecidos nacionalmente.
Fonte: primeirapagina





