A fermentação de vinhos em tanques de concreto tem retomado protagonismo nas vinícolas e despertado a curiosidade de quem aprecia a bebida. Apesar de parecer uma tendência recente, a técnica é antiga (assim como a fermentação em ânforas, vasos utilizados desde a Antiguidade) e agora volta a ganhar espaço após anos sendo substituída pelo inox e pela madeira.
Os tanques de concreto se destacam pelas paredes espessas e pelo revestimento neutro, que ajudam a manter a temperatura estável de forma natural durante a fermentação. A microporosidade do material permite a chamada micro-oxigenação, processo semelhante ao que ocorre nas barricas de carvalho, mas sem transferir aromas ao vinho. O resultado são rótulos mais cremosos, que preservam as características da uva e mantêm o terroir em evidência.
Para quem busca aromas mais complexos e macios, sem interferência da madeira, o concreto surge como alternativa interessante. Ainda assim, a técnica não exclui outras etapas: nada impede que o vinho seja amadurecido posteriormente em carvalho, dependendo da proposta do produtor.
Outro detalhe que chama atenção é o formato oval, conhecido como “ovo”. O design favorece a movimentação natural do vinho dentro do tanque, dispensando a necessidade de remontagens mecânicas. Além disso, o concreto apresenta grande durabilidade e manutenção simples, com lavagem apenas em água morna ao fim de cada ciclo.
No Brasil, a Vinícola Guaspari, em Espírito Santo do Pinhal (SP), já utiliza tanque de concreto em formato de ovo na produção de seu Sauvignon Blanc.
Quer entender melhor técnicas como a fermentação em concreto e outras curiosidades do mundo do vinho?
Então acompanhe o Música e Vinho, na Rádio Centro América FM. Apresentado pela sommelier Kézia Giugni, o programa traz explicações claras, dicas práticas e boas histórias, sempre com trilha sonora de qualidade. Um jeito leve e direto de aprender mais sobre o que vai na sua taça.
Fonte: primeirapagina






