A Polícia Civil realiza, na manhã desta quarta-feira (25), uma operação em Lucas do Rio Verde, com cumprimento de diligências em diferentes pontos da cidade. As ações foram registradas em prédios residenciais e também em um imóvel específico em que funciona uma algodoeira onde, segundo informações preliminares, teriam sido concentradas parte das investigações.
As informações iniciais apontam que empresas com atuação no município seriam alvo da investigação por suposta participação em um esquema que envolveria o estado de Mato Grosso, o Paraná e outras regiões do país. A suspeita é de aplicação de golpes contra empresas e produtores de algodão, com prejuízos estimados em cerca de R$ 10 bilhões às vítimas.
A operação é conduzida pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que realiza a coleta de documentos e materiais com o objetivo de consolidar as apurações e verificar o possível envolvimento da empresa localizada em Lucas do Rio Verde no esquema investigado.
O apoio operacional está sendo prestado pela Polícia Militar, por meio do 13º Batalhão e do 14º Comando Regional. Segundo o comandante regional, coronel Secchi, a corporação foi acionada para dar suporte ao cumprimento dos mandados judiciais. “Nos foi solicitado apoio por parte do GAECO para o cumprimento de mandados de busca e apreensão aqui em Lucas do Rio Verde. Desde as cinco horas da manhã nos reunimos no quartel e fomos a quatro pontos da cidade, com maior efetivo concentrado na algodoeira”, explicou.
De acordo com o coronel, além da unidade empresarial, outras três residências também foram alvo da operação. “Tivemos mais três residências com realização de busca e apreensão. Aqui na algodoeira há materiais listados para apreensão, e o pessoal do GAECO está conferindo notas e documentos para cumprir a determinação judicial na íntegra”, detalhou.
Até o momento, a situação transcorre de forma tranquila, conforme informou o comandante. “As pessoas que representam a empresa se apresentaram e estão acompanhando os trabalhos, assim como testemunhas que foram chamadas para acompanhar toda a atuação do GAECO juntamente com a Polícia Militar.”

Apesar da movimentação intensa, ainda não houve confirmação oficial sobre prisões. A expectativa é que mais informações sejam divulgadas após a consolidação dos materiais apreendidos e a conclusão das diligências.
A reportagem segue acompanhando o caso e atualizará o andamento da operação assim que houver novo posicionamento das autoridades. (Com informações João Ricardo)
Fonte: cenariomt






