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Polícia Militar impede agressão em caso de violência doméstica em Cuiabá

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Uma mulher de 27 anos foi contida pela Polícia Militar após perseguir o companheiro com uma faca, na madrugada desta segunda-feira (5), no bairro Tancredo Neves, região do Coxipó da Ponte, em Cuiabá, Mato Grosso. A intervenção dos policiais evitou que a situação terminasse em um desfecho mais grave.

A equipe foi acionada por volta de 0h30 para atender um chamado de desentendimento doméstico. Ao chegar ao local, os militares encontraram a mulher em via pública, armada com uma faca e em atitude ameaçadora contra o homem. Após ordem direta, ela soltou a arma imediatamente, permitindo que a ocorrência fosse controlada.

Durante o atendimento, a mulher relatou aos policiais que vinha sendo vítima de agressões recorrentes dentro do relacionamento. Segundo o depoimento, no dia 31 de dezembro, o companheiro já havia provocado hematomas em seu corpo. Na madrugada desta segunda-feira, uma nova discussão, motivada por contas domésticas como água, energia elétrica e aluguel, terminou em agressão.

Conforme o relato, após ser atingida com um tapa no rosto, a mulher pediu para que o homem deixasse a residência. Ele se recusou, afirmando que também contribuía com as despesas do imóvel. Em seguida, avançou novamente contra ela. Na tentativa de se defender, a vítima usou inicialmente um garfo e depois uma faca, que acabou quebrando em sua mão.

Após o agressor sair da casa, a mulher pegou outra faca e o seguiu até a rua. Em estado de desespero, ela afirmou aos policiais que temia pela própria vida. A situação só não evoluiu porque a vítima conseguiu acionar a polícia com ajuda da sobrinha, enquanto o conflito ainda estava em andamento.

A rápida chegada da guarnição foi decisiva para conter os ânimos e impedir novas agressões. Após a abordagem, os policiais encaminharam o casal para uma Unidade de Pronto Atendimento para avaliação médica, procedimento padrão em ocorrências desse tipo.

Na sequência, ambos foram levados ao plantão especializado em atendimento à vítima de violência doméstica e familiar. O boletim de ocorrência foi registrado pela Polícia Civil, que ficará responsável pela apuração do caso, conforme os dispositivos previstos na Lei Maria da Penha.

O caso segue sob análise das autoridades competentes, que devem avaliar as medidas legais cabíveis e eventuais providências de proteção à vítima, de acordo com os procedimentos estabelecidos para situações de violência doméstica.

Fonte: cenariomt

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