Três integrantes de facção criminosa, com idades de 23, 24 e 25 anos, tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos nesta segunda-feira (2) em Rondonópolis, suspeitos de envolvimento no desaparecimento e execução de um trabalhador da construção civil. As ordens judiciais foram executadas dentro da Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, onde os investigados já estavam presos por outros crimes.
A ofensiva faz parte da Operação Carta Marcada, deflagrada pela Polícia Civil, que apura crimes de sequestro, homicídio e ocultação de cadáver ocorridos em novembro do ano passado. O corpo da vítima ainda não foi localizado.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis. Conforme informações da unidade, o trabalhador desapareceu no dia 11 de novembro de 2025, no bairro Vila Rica, enquanto prestava serviço em uma obra.
Os levantamentos apontam que ele teria sido sequestrado e submetido a um chamado “tribunal do crime”, prática atribuída a facções para julgar supostas condutas consideradas inaceitáveis pelo grupo. A execução, segundo a linha investigativa, teria sido motivada por um alegado envolvimento da vítima em crimes sexuais — circunstância que, de acordo com a apuração, teria levado à sentença imposta pelos criminosos.
Uma semana após o desaparecimento, no dia 18 de novembro de 2025, a motocicleta do trabalhador foi encontrada em posse do investigado de 24 anos. Durante as diligências, os policiais também apreenderam um Fiat Uno branco, que teria sido utilizado para transportar a vítima até o local da execução e para a posterior ocultação do corpo.
A perícia realizada no veículo confirmou a presença de sangue humano, reforçando os indícios reunidos até então. O automóvel pertence a outro integrante da facção, apontado como o quarto investigado no caso. Ele permanece foragido.
Os três mandados de prisão preventiva foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, após representação da autoridade policial com base em provas técnicas e depoimentos colhidos ao longo dos meses de investigação.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil em Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus e do Programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas no Estado.
Segundo a delegada Karla Peixoto Ferraz, responsável pelo inquérito, as diligências continuam para localizar o suspeito foragido e esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime. “As equipes seguem empenhadas na responsabilização dos investigados e na identificação de outros possíveis envolvidos”, afirmou.
A Polícia Civil não descarta novas medidas judiciais conforme o avanço das investigações. O caso permanece em andamento, com foco na localização do corpo da vítima e na conclusão do inquérito, que será encaminhado ao Poder Judiciário após finalização das apurações, conforme informou a própria instituição.
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Fonte: cenariomt






