O poder de compra dos avicultores paulistas frente aos principais insumos da atividade, como milho e farelo de soja, voltou a cair em janeiro, marcando o terceiro mês consecutivo de recuo. A informação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, que acompanha a relação de troca entre o frango vivo e os custos de alimentação das aves.
Segundo o Centro de Pesquisas, o movimento é reflexo direto da forte desvalorização do frango vivo no mercado paulista, cenário observado desde o final do ano passado. A oferta elevada da proteína pressionou as cotações, reduzindo a capacidade de compra dos produtores justamente em um período de custos ainda sensíveis.
Do lado dos insumos, o comportamento dos preços tem sido distinto. As cotações do milho registram leve recuo, o que, em tese, poderia aliviar parte das despesas da atividade. No entanto, esse alívio tem sido limitado pela valorização do farelo de soja, ingrediente essencial na formulação das rações, que segue em alta, conforme levantamentos do Cepea.
Esse conjunto de fatores mantém o ambiente desafiador para a avicultura paulista, especialmente para produtores mais expostos às oscilações de mercado. Mesmo com pequenos ajustes nos preços do milho, a combinação entre frango vivo desvalorizado e farelo de soja mais caro continua pressionando as margens da atividade no início de 2026.
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Fonte: cenariomt






