Um pintor identificado como José Jandro de Souza, de 50 anos, morreu após sofrer uma descarga elétrica e cair de uma altura aproximada de cinco metros em um estabelecimento às margens da avenida Mutum, na região central de Nova Mutum, em Mato Grosso. Ele chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos.
O acidente ocorreu enquanto o trabalhador realizava a pintura da fachada de um prédio. Conforme informações da Polícia Civil, o serviço estava em andamento quando a vítima subiu em uma escada para alcançar a parte superior da estrutura, localizada no segundo piso. Nesse momento, o cabo do rolo de pintura encostou em um fio de alta tensão da rede elétrica que passava pela área externa, sobre a calçada.
O contato com a fiação provocou uma descarga elétrica imediata. Em seguida, o pintor perdeu o equilíbrio e caiu de uma altura considerável, batendo a cabeça no chão. A cena chamou a atenção de pessoas que estavam próximas ao local e acionaram o socorro. A rapidez no atendimento, no entanto, não foi suficiente para evitar o desfecho fatal.
Equipes do Corpo de Bombeiros prestaram os primeiros atendimentos ainda no local do acidente. Durante a avaliação, os socorristas constataram queimaduras nos braços e nas pernas, além de um traumatismo craniano considerado grave. Apesar das tentativas de reanimação e do suporte inicial, José Jandro de Souza não resistiu.
O episódio levanta questionamentos sobre as condições de segurança durante a execução de serviços em áreas próximas à rede elétrica. A fiação de alta tensão estava posicionada na área externa do prédio, sobre a calçada, local por onde o trabalhador circulava enquanto realizava a pintura. A proximidade entre o equipamento utilizado e os cabos energizados foi determinante para o acidente.
Apuração e perícia
Após a confirmação da morte, o corpo foi encaminhado para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O órgão ficará responsável pela realização do exame de necropsia, procedimento que deve apontar oficialmente a causa da morte e auxiliar na elucidação das circunstâncias do ocorrido.
O caso passa a ser investigado pela Polícia Civil, que ouviu testemunhas no local e deve analisar se houve falhas relacionadas à segurança do trabalho ou à disposição da rede elétrica. A apuração busca esclarecer todos os fatores que contribuíram para o acidente, incluindo a dinâmica da queda e o contato com a fiação.
Segundo a polícia, relatos colhidos indicam que o pintor havia sido contratado especificamente para executar a pintura da fachada do prédio. Ele utilizava uma escada para alcançar a parte superior da estrutura quando ocorreu o choque elétrico. A investigação segue em andamento para confirmar as versões apresentadas.
Próximos passos
Com a conclusão dos laudos periciais, a Polícia Civil deve definir os encaminhamentos do inquérito. O resultado da necropsia e a análise técnica do local serão fundamentais para apontar responsabilidades e eventuais medidas legais. As informações são da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, que atenderam a ocorrência.
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Fonte: cenariomt






