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PGR poderia solicitar que Toffoli se afastasse do caso Master, recomenda TransparĂȘncia Internacional

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A TransparĂȘncia Internacional Brasil defendeu nesta sexta-feira (16) que a Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR) deveria pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento do ministro Dias Toffoli do inquĂ©rito sobre o Banco Master. O ministro Ă© o relator do caso na Corte e decretou sigilo elevado em toda a tramitação dos autos.

No Ășltimo final de semana, o jornal Folha de S.Paulo revelou que duas empresas ligadas a irmĂŁos e a um primo de Toffoli teriam como sĂłcio, atĂ© meados de 2025, um dos vĂĄrios fundos de investimento associados a suspeitas de fraudes cometidas pelo Master.

A ONG afirmou que “o histĂłrico de Toffoli Ă© suficiente para tornar vĂŁ qualquer expectativa de que se afaste do caso Master”.

“É um juiz que nĂŁo se declarou impedido para (1) votar pela anulação da delação de Cabral que o citava; (2) anular monocraticamente as provas da Odebrecht, incluindo depoimento que o citava e e-mail citando o ‘amigo do amigo de meu pai’; (3) suspender multa de 10 bilhĂ”es da J&F, que tinha sua esposa como advogada”, disse a TransparĂȘncia Internacional Brasil no X.

“O que deveria ocorrer Ă© o PGR peticionar pelo impedimento e, apĂłs Toffoli negar, os ministros colegiados votarem pelo impedimento. É o que estĂĄ previsto em lei”, acrescentou a entidade.

No entanto, a ONG afirma que “a Ășnica hipĂłtese de isso ocorrer Ă© a sociedade se mobilizar massiva e insistentemente pela atuação independente da PGR e do STF e pela defesa do interesse pĂșblico”.

DecisÔes de Toffoli no caso Master

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero contra alvos ligados ao Master nesta quarta-feira (14). No despacho que autorizou a ação, Toffoli criticou a “falta de empenho” da autoridade policial e determinou que as provas apreendidas ficassem sob custódia do STF.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, pediu ao ministro que reconsiderasse, alertando para o risco de danos irreparĂĄveis Ă  investigação. O procurador-geral da RepĂșblica, Paulo Gonet, concordou com o pleito da PF.

Durante a nova operação, foram apreendidos 39 celulares, 31 computadores, 30 armas, R$ 645 mil em dinheiro em espécie e 23 veículos avaliados em R$ 16 milhÔes.

Diante da pressĂŁo, o ministro determinou que todas as provas fossem encaminhadas Ă  PGR, que ficou responsĂĄvel por extrair os dados dos equipamentos.

Em nota, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) apontou para a possibilidade de “perda de vestĂ­gios relevantes” no material. A associação destacou que, embora o MinistĂ©rio PĂșblico tenha o papel de formar a opiniĂŁo jurĂ­dica sobre os delitos, “nĂŁo compete ao ĂłrgĂŁo acusador a elaboração de provas a partir da anĂĄlise de vestĂ­gios”.

Toffoli recuou novamente e indicou quatro peritos da PF para acompanharem a perĂ­cia. “Ressalto que os referidos peritos terĂŁo livre acesso ao material apreendido e deverĂŁo contar com o apoio da Procuradoria-Geral da RepĂșblica para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu o ministro na decisĂŁo.

Nesta sexta (16), o ministro reduziu de cinco para dois dias o prazo para que a PF tome os depoimentos dos investigados. Em seguida, ele atendeu a um pedido da autoridade policial e prorrogou por mais 60 dias as investigaçÔes.

Fonte: gazetadopovo

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