O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou favoravelmente à prisão de Walter Braga Netto. O general da reserva do Exército, ex-ministro-chefe da Casa Civil e da Defesa do governo Jair Bolsonaro , em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão do ex-ministro. Também autorizou uma busca e apreensão contra ele e o seu assessor, coronel Flávio Botelho Peregrino.
Os dois estão sob investigação por um suposto plano de tentativa de golpe de Estado, depois das eleições de 2022.
“Há, portanto, provas suficientes de autoria e materialidade dos crimes graves cometidos pelos requeridos e a medida cautelar de prisão está fundamentada em elementos que demonstram risco concreto à ordem pública e à aplicação da lei penal, que indicam que as medidas cautelares diversas da prisão não se revelam suficientes”, diz trecho da manifestação oficial da PGR sobre o caso.
Paulo Gonet disse ainda no documento que “a prisão preventiva requerida afigura-se como medida capaz de garantir a ordem pública, a aplicação da lei penal e a conveniência da instrução criminal”.
TambĂ©m argumentou que a medida evitaria “a continuidade do esquema criminoso deflagrado e das interferĂŞncias nas investigações, que seguem em curso”.Â
Moraes ordenou ainda a proibição de qualquer tipo de contato de Braga Netto e Botelho Peregrino com outros investigados no caso. Além disso, determinou a retirada do sigilo da sua decisão.
Em novembro, o ministro do STF havia decretado a prisĂŁo preventiva de quatro militares do ExĂ©rcito e um agente da PolĂcia Federal. SĂŁo eles:Â
- tenente-coronel HĂ©lio Ferreira Lima;Â
- general da reserva e ex-ministro interino da Secretaria-Geral Mário Fernandes;Â
- major das Forças Especiais do ExĂ©rcito Rafael Martins de Oliveira;Â
- major Rodrigo Bezerra de Azevedo; e
- policial federal Wladimir Matos Soares.
Fonte: revistaoeste





